Função cognitiva e quotidiana melhorada com sessões de treino mental

Estudo publicado no “Journal of American Geriatrics Society”

15 janeiro 2014
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As sessões de treino mental têm efeitos benéficos e duradouros na capacidade de processamento de informação dos idosos, assim como facilitam a realização de tarefas diárias, defende um estudo publicado no “Journal of American Geriatrics Society”.
 

O declínio cognitivo é um processo que ocorre frequentemente nos idosos e que pode afetar bastante a sua qualidade de vida. Neste estudo os investigadores da Universidade de Johns Hopkins, nos EUA decidiram avaliar quais os potenciais benefícios do treino mental na função cognitiva, bem como na realização das atividades quotidianas.
 

Ao longo de 10 anos, os investigadores acompanharam 2.832 indivíduos que tinham, no início do estudo, uma média de 73,6 anos. Os participantes foram distribuídos em três grupos de intervenção e um grupo que funcionou como controlo. Os indivíduos incluídos nos grupos de intervenção aprenderam estratégias de memorização e de raciocínio, tendo também recebido treino para aumentar a rapidez de processamento de informação. Estas intervenções foram realizadas em sessões de 60 a 75 minutos, ao longo de cinco a seis semanas.
 

O estudo apurou que comparativamente com os 50% dos indivíduos incluídos no grupo de controlo, 60% dos participantes dos grupos de intervenção apresentaram melhorias na realização das suas tarefas diárias, nomeadamente na toma de medicação, bem como na gestão das suas finanças. Cinco anos após o início do programa de intervenção, ainda eram visíveis os efeitos benéficos na capacidade de memória dos participantes.
 

Os indivíduos que aprenderam estratégias de raciocínio e de aumento da rapidez de processamento de informação apresentaram melhorias significativas nas capacidades que treinadas, comparativamente com os participantes do grupo de controlo. Estas melhorias ainda eram visíveis 10 anos após o início da realização das sessões.
 

A realização de quatro sessões de reforço, 11 e 35 meses após o início do estudo produziu melhorias adicionais e duradouras.
 

“Estes resultados apoiam o desenvolvimento de intervenções para os idosos que tenham como alvo as capacidades cognitivas uma vez que estas sofrem um grande declínio com a idade e podem afetar as atividades quotidianas e a independência”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, George Rebok.
 

O investigador acrescentou que mesmo que este tipo de intervenções se traduzam num pequeno atraso do início do aparecimento de dificuldades mentais e funcionais estas podem ter um grande impacto na saúde pública.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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