Fumar torna o cancro de bexiga mais agressivo e mortal

Estudo publicado na revista “Cancer”

16 janeiro 2013
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O tabagismo não só causa cancro da bexiga como também afeta a sua evolução. O estudo publicado na revista “Cancer” sugere que as pessoas que fumam mais apresentam um maior risco de desenvolver cancro mais agressivo e mortal.
 

Estudos anteriores já tinham indicado que o tabagismo é uma das causas mais comuns do cancro da bexiga, contudo não se sabia se também afetava a progressão da doença. De forma a tentar averiguar esta relação, os investigadores da University of Miami Miller School of Medicine, nos EUA, analisaram os tumores da bexiga e os hábitos tabágicos de 212 pacientes de várias etnias.
 

O estudo apurou que os cancros da bexiga dos fumadores intensivos eram mais mortais que os dos pacientes que nunca tinham fumado ou fumavam pouco. Os investigadores também verificaram alterações em determinadas proteínas que estão habitualmente presentes nos cancros da bexiga mortais. “Identificámos um painel de nove marcadores moleculares que podem prever, de uma forma robusta e reproduzível, o prognóstico do cancro independentemente dos critérios clínicos e hábitos tabágicos”, revelou em comunicado de imprensa, a líder do estudo, Anirban Mitra.
 

A investigadora refere que alterações em seis dos noves marcadores estão associadas a resultados negativos, levantando assim a possibilidade deste tipo de pacientes serem submetidos a tratamentos mais agressivos.
 

Uma vez que o número de alterações nestas proteínas foi diretamente proporcional aos problemas de saúde dos pacientes de uma forma progressiva, estes resultados confirmam a teoria de que a uma acumulação de alterações é mais relevante do que as alterações individuais na determinação das características de um cancro.
 

“Estes resultados são extremamente relevantes, uma vez que o cancro da bexiga é dos tumores com tratamentos mais dispendiosos. O tratamento individualizado dos pacientes é cada vez mais urgente, uma vez que a estratificação clínica atual não é capaz de prever o resultado individual dos pacientes”, conclui um dos autores do estudo, Richard J. Costa.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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