Fumar na gravidez aumenta risco de psicose nas crianças

Estudo da Cardiff University

07 outubro 2009
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O consumo de tabaco entre as futuras mães pode aumentar o risco de perturbações psicóticas nos bebés, revela um estudo publicado no “British Journal of Psychiatry”.

 

No novo estudo da Cardiff University, no País de Gales, foram avaliadas 6.356 crianças, das quais mais de 11% pareciam ter sintomas definitivos ou suspeitos de psicose.

 

Os investigadores verificaram que as crianças cujas mães fumaram durante a gravidez eram mais propensas a ter sintomas psicóticos e o risco aumentava com o número de cigarros fumados pela mãe.

 

A equipa de cientistas liderada por Stanley Zammit sugere que a exposição ao tabaco no útero materno possa afectar de forma indirecta o desenvolvimento e a função do cérebro da criança e ter um impacto sobre a impulsividade, a atenção e aprendizagem.

 

“Se os nossos resultados não tiverem enviesamentos e reflectirem uma relação causal, podemos calcular que por volta de 20% dos adolescentes não desenvolveriam sintomas psicóticos se as suas mães não tivessem fumado”, assegurou em comunicado de imprensa o psiquiatra Stanley Zammit, concluindo que: “o tabagismo da mãe pode ser um importante factor de risco para o desenvolvimento de experiências psicóticas na população”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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