Fumar na gravidez aumenta risco de estrabismo no bebé

Estudo publicado no “American Journal of Epidemiology”

27 abril 2010
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Por cada cigarro fumado pela grávida aumenta em 5% o risco de o bebé nascer com estrabismo, refere um estudo publicado no “American Journal of Epidemiology”, que alerta para o facto de este efeito aumentar no final da gravidez.

 

Estudos anteriores já associaram o tabagismo e o consumo de álcool durante a gravidez ao estrabismo na criança. Contudo, a relação entre o nível de exposição e o risco da patologia no bebé não foram analisados no âmbito destes estudos, por serem de pequena escala.

 

Neste estudo, liderado por Tobias Torp-Pedersen, do Statens Serum Institut, em Copenhaga, Dinamarca, foram identificados mais de 1.300 casos de estrabismo com base em registos do Danish National Birth Cohort. Todas as crianças tinham nascido entre 1996 e 2003.

 

Durante a investigação, as mães foram entrevistadas duas vezes ao longo da gravidez e passados 6 e 18 meses do nascimento da criança.

 

O estudo verificou que as mulheres que tinham fumado durante a gravidez tinham um risco 26% superior de ter um filho com estrabismo do que as mães não-fumadoras.

 

E este efeito não se limitou apenas ao primeiro trimestre de gravidez, tendo o risco aumentado 43% no segundo trimestre e 35% no terceiro trimestre da gestação.

 

As mulheres que fumaram entre 5 a 9 cigarros por dia tiveram um risco 38% maior de ter bebés que desenvolviam este problema de visão, enquanto o consumo de 10 ou mais cigarros estava associado a um risco 90% mais elevado, avisam os autores, citados em comunicado de imprensa.

 

O estrabismo é um problema comum que afecta entre 2 a 3% das crianças. Sabe-se que a exposição do feto a substâncias químicas será uma das causas da patologia. Caso não seja corrigido, o estrabismo pode provocar perda irreversível da visão.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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