Fumar e beber até ao fim da gravidez aumenta risco de morte súbita do lactente

Estudo publicado na revista “EClinical Medicine”

23 janeiro 2020
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Um estudo de Amy J. Elliott revela que as crianças de mães que bebem e fumam durante toda a gravidez têm uma probabilidade 12 vezes maior de Síndrome de Morte Súbita do Lactente.
 
A Síndrome de Morte Súbita do Lactente é a morte inesperada e inexplicada de uma criança durante o primeiro ano de vida. Muitos estudos associam esta síndrome ao facto de a mãe fumar durante a gravidez, outros associam-na ao consumo de bebidas alcoólicas.
 
Nesta investigação, a autora principal propôs-se analisar o efeito de ambos os comportamentos de risco em conjunto, durante a gravidez.
 
“(…) a exposição conjunta a álcool e tabaco tem um efeito sinergético no risco da síndrome. A exposição dupla está associada a um risco substancialmente mais elevado do que a exposição a apenas uma das substâncias”.
 
Para o estudo foram acompanhadas 12.000 gravidezes em mulheres norte-americanas e sul-africanas, de várias etnias, e estudados os resultados no espaço de um ano.
 
66 crianças morreram durante esse período, das quais 28 por Síndrome de Morte Súbita do Lactente. O risco de síndrome era 12 vezes maior nas crianças cujas mães beberam e fumaram para além do terceiro trimestre.
 
O risco era ainda 5 vezes maior nas crianças cujas mães haviam fumado apenas e 4 vezes naquelas cujas mães haviam bebido regularmente durante toda a gravidez.
 
Estes riscos foram comparados com crianças de mães que não beberam nem fumaram ou apenas o fizeram até ao fim do primeiro trimestre.
 
Este estudo reforça as recomendações de não se consumir álcool nem tabaco durante a gravidez, devido ao risco elevado de morte infantil.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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