Fumar cannabis danifica ADN e potencia aparecimento de cancro

Estudo publicado na "Chemical Research in Toxicology"

24 junho 2009
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Cientistas dizem ter encontrado “provas convincentes" de que fumar cannabis danifica o material genético do ADN de um modo que potencia o aparecimento de cancro.

 

No estudo, publicado na revista “Chemical Research in Toxicology”, os investigadores de vários países da Europa, liderados por Rajinder Singh, usaram um método de cromatografia líquida e espectrometria de massa, recentemente desenvolvido e altamente sensível, e verificaram, em laboratório, que, de facto, fumar cannabis danifica o ADN.

 

A toxicidade do fumo do tabaco tem sido sobejamente estudada. Sabe-se que contém cerca de quatro mil químicos, dos quais 60 estão classificados como carcinogéneos. Contudo, existe pouca informação científica sobre o fumo da cannabis. Este estudo recente focou-se na toxicidade do acetaldeído, que está presente tanto no tabaco como na cannabis.

 

Na investigação, os cientistas encontraram no fumo da cannabis cerca de 400 compostos, incluindo 60 canabinóides. No entanto, devido à sua baixa combustibilidade, o fumo da cannabis contém 50% mais hidrocarbonetos aromáticos policíclicos carcinogéneos, incluindo naftaleno, benzantraceno e benzopireno, do que o fumo do tabaco.

 

Citado pelo sítio Sciencedaily, o líder da investigação, Rajinder Singh, referiu que fumar três ou quatro cigarros de cannabis por dia está associado ao mesmo grau de danos das membranas da mucosa bronquial provocado por 20 ou mais cigarros de tabaco por dia.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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