Fumar aumenta risco de cancro da mama na pós-menopausa

Estudo publicado no "British Medical Journal"

03 março 2011
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As mulheres pós-menopáusicas que fumam ou fumaram têm um risco maior de desenvolver cancro da mama do que as mulheres que nunca fumaram, dá conta um estudo publicado no “British Medical Journal'.

 

O estudo também refere que as mulheres que tiveram grande exposição ao fumo passivo, tanto na infância como na idade adulta, também podem ter um risco aumentado de desenvolver este tipo de cancro.

 

Apesar de alguns estudos anteriores já terem indicado que o tabagismo aumenta o risco de desenvolvimento de cancro da mama, a teoria de que o tabagismo passivo pode também ser considerado um factor de risco, permanece ainda um tema controverso.

 

Para averiguar esta questão, os investigadores da West Virginia University e do HealthPartners Research Foundation, em Minneapolis, EUA, utilizaram dados de um estudo realizado entre 1993 e 1998, denominado Women's Health Initiative Observational, para determinar a associação entre o tabagismo, o tabagismo passivo e o cancro da mama. Foram analisados dados de quase 80.000 mulheres, com idades entre 50 e 79 anos. No total, foram identificados 3.250 casos de cancro de mama invasivo, durante os dez anos de acompanhamento.

 

As participantes foram submetidas a uma série de perguntas sobre o tabagismo, por exemplo, se nunca tinham fumado ou se eram ex ou actuais fumadoras. Às mulheres que se tinham incluído nestes dois últimos grupos foi também questionado a idade com que começaram a fumar e quantos cigarros fumavam por dia. Para averiguar qual o impacto do tabagismo passivo foi também perguntado às mulheres se habitam em casa com fumadores e se trabalhavam em ambientes com fumo.

 

O estudo revelou que, em comparação com as mulheres não fumadoras, as fumadoras e as ex-fumadoras apresentam um risco 16 e 9 % maior, respectivamente, de desenvolver cancro da mama após a menopausa. As mulheres que começaram a fumar na adolescência também estavam sob um maior risco. Foi ainda verificado que um maior risco de cancro de mama permanecia 20 anos após a mulher ter parado de fumar.

 

Os investigadores constataram ainda que as mulheres que nunca tinham fumado e tinham sido expostas ao fumo passivo, por exemplo, mais de 10 anos de exposição na infância, mais de 20 anos na idade adulta e mais de 10 anos no ambiente de trabalho, apresentavam um risco 32% maior de desenvolverem este tipo de cancro.

Uma das autoras do estudo, Karen Margolis, revelou em comunicado de imprensa que os resultados do estudo “destacam a necessidade das intervenções que ajudem na prevenção do tabagismo, especialmente em idade avançada, e que incentivem a cessação tabágica em todas as idades".

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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