Fumar acelera sintomas de esclerose múltipla

Estudo publicado nos "Archives of Neurology"

19 julho 2009
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Os pacientes que sofrem de esclerose múltipla e fumam tem uma progressão mais rápida da doença, revela um estudo publicado nos “Archives of Neurology”.

 

Os investigadores da Harvard School of Public Health, em Boston, nos EUA, contaram com a participação de 1.465 pacientes que sofriam de esclerose múltipla, com uma média de idades de 42 anos, dos quais 257 eram fumadores actuais, 428 era ex-fumadores e 780 nunca tinham fumado.

 

Os investigadores constataram que os fumadores actuais apresentavam, no início do estudo, uma probabilidade maior de desenvolveram a forma progressiva da doença. Nesta forma da esclerose múltipla, o doente sofre um agravamento gradual dos sintomas, ao contrário do que acontece na forma recorrente remissiva da esclerose múltipla, na qual os sintomas aparecem em períodos intermitentes.

 

De forma a determinar as alterações ocorridas na evolução da forma recorrente remissiva para a forma progressiva da doença, os investigadores acompanharam 891 pacientes durante uma média de três anos e verificaram que esta mudança tinha ocorrido em cerca de 20 dos 154 fumadores, 20 dos 237 ex-fumadores e 32 dos 500 indivíduos que nunca tinham fumado.

 

O estudo também revelou que a progressão de uma forma da doença para outra foi mais rápida nos fumadores do que nos não fumadores, mas foi, no entanto, semelhante nos fumadores e nos ex-fumadores.

 

Em declarações ao sítio HealthDay, os autores deste estudo defenderam que os resultados deste trabalho sugerem que “fumar tem um efeito adverso na progressão da esclerose múltipla”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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