Fumadores tritões também correm riscos

Indivíduos a baixo dos 40 anos cinco vezes mais propensos a crise cardíaca

24 agosto 2004
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Os malefícios do tabaco também se fazem sentir abaixo dos 40 anos, já que os trintões correm cinco vezes mais riscos de sofrer uma crise cardíaca não mortal do que os não fumadores.Quem o afirma são o epidemiologista finlandês Markku Mahonen e a sua equipa num trabalho publicado na revista britânica Tobacco Control.Este trabalho retomada dados do grande estudo «Mónica» sobre as doenças cardiovasculares realizado em 21 países, entre 1985 e 1995, junto de 7,2 milhões de pessoas, sob a égide da Organização Mundial de Saúde (OMS). Aquele estudo permitiu recensear mais de 22.000 paragens cardíacas às quais os pacientes - 18.762 homens e 4.047 mulheres, com idades entre os 35 e 39 anos - sobreviveram. Entre estes, 80 por cento dos que tiveram enfarte eram fumadores.Os homens fumadores nesta faixa etária correm um risco quase cinco vezes (4,9 por cento) mais elevado de ter um acidente cardíaco daquele tipo do que os não fumadores, e esse risco é ainda mais elevado entre as mulheres (5,3 por cento), de acordo com o trabalho agora divulgado.Entre os 35-39 anos, o tabaco explicaria praticamente dois terços (65 por cento) das crises cardíacas não mortais nos homens e mais de metade (55 por cento) nas mulheres, segundo a revista.Os autores não põe no entanto de parte o papel das «doenças hereditárias», entre as quais o defeito genético da coagulação conhecido como «mutação do factor V (cinco) Leiden», propenso à formação de coágulos nos vasos sanguíneos. «É possível que a interacção entre o tabagismo e outros factores - por exemplo os défices hereditários que afectam a coagulação - possa ser particularmente importante no aparecimento do enfarte no sujeito jovem», escreveram os investigadores.Todavia, «muitos desses outros factores de risco poderão não ser fáceis de tratar», indicaram, acrescentando que «é por isso que os programas para deixar de fumar são provavelmente a base da prevenção disponível para esses pacientes».Fonte: Lusa

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