Fumadores portugueses são inveterados...

...mas estão a deixar o vício

27 junho 2004
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Maioritariamente, os fumadores portugueses aparentam ser inveterados. Aparentam porque a base de sustento dessa afirmação não é mais que um rastreio, que, embora feito num universo de cinco mil pessoas, não permite alargar as conclusões ao panorama nacional. Seja como for, 71 por cento dos que se submeteram à medição dos níveis de monóxido de carbono expirado, por tal incluídos no grupo dos «heavy smokers» (fumadores pesados, ou da pesada), isto é, apresentaram valores superiores a dez partes por milhão de monóxido de carbono, no ar expirado.O indicador é significativo, mas importa notar que o rastreio, feito por uma empresa farmacêutica, com o apoio científico da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP), só retrata o que se verifica com os curiosos que, em centros comerciais e afins, foram voluntários.Salvador Coelho, coordenador da Comissão de Tabagismo da SPP, nota que os resultados deste rastreio nada têm a ver com a prevalência do consumo de tabaco em Portugal, que ronda os 25 por cento.  Pela enorme quantidade de doenças relacionadas, o tabagismo é tido como a segunda maior causa de morte, a nível mundial. Em Portugal, segundo a Organização Mundial da Saúde (1995/96), 29,4 por cento dos homens adultos e 6,4 por cento das mulheres fumam. São números desactualizados. Salvador Coelho fala numa média de 25 por cento, mas reconhece que cada vez mais gente tenta deixar de fumar, recorrendo a consultas de prevenção do tabagismo (70 em todo o país). Há novos medicamentos úteis, não apenas derivados da nicotina, mas o essencial é o desejo do fumador.Fonte: Diário de Notícias

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