Ftalatos causam doenças nas gerações vindouras

Estudos publicados nas revistas “PLOS ONE” e “Reproductive Toxicology”

29 janeiro 2013
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Investigadores americanos identificaram mais produtos tóxicos ambientais, os quais podem afetar negativamente três gerações de descendentes. Esta é a conclusão de dois estudos que foram publicados nas revistas “PLOS ONE” e “Reproductive Toxicology”.
 

No estudo publicado na revista “PLOS ONE” os investigadores da Washington State University, nos EUA, verificaram a primeira e terceira geração dos descentes de ratinhos expostos a compostos de plásticos conhecidos como ftalatos, incluindo o bisfenol A, ou BPA, assim como a DEHP e DBP, apresentavam um aumento significativo de doenças.
 

A primeira geração, cuja mãe tinha sido diretamente exposta a estes produtos durante a gestação, tinha mais doenças renais e da próstata. A terceira geração tinha problemas na puberdade, doenças nos testículos e ovários, bem como obesidade. Este estudo também identificou 200 marcadores epigenéticos moleculares para a exposição e herança das doenças ao longo das gerações. Estes marcadores poderão conduzir ao desenvolvimento de uma ferramenta de diagnóstico e de novas terapias.
 

No artigo publicado na revista “Reproductive Toxicology”, a mesma equipa de investigadores verificou a primeira geração descendente de fêmeas expostas a uma mistura de hidrocarbonetos, utilizada nos combustíveis dos aviões, apresentava um aumento de doenças renais, da próstata e dos ovários. A terceira geração tinha um aumento da perda dos folículos primordiais e uma maior incidência de ovários poliquísticos e obesidade.
 

“Os produtos a que as nossas bisavós foram expostas durante a gravidez, podem agora nos causar doenças, apesar de não termos sido expostos. Esta é uma forma de herança não-genética, que não envolve a sequência do ADN, mas tem impacto na sua estrutura química. Este é o primeiro conjunto de estudos que demonstra a herança epigenética transgeracional de doenças como a obesidade, o que sugere que a exposição ancestral pode ser um componente do desenvolvimento da doença”, conclui o líder do estudo, Michael Skinner.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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