Frutose na adolescência piora comportamentos depressivos

Estudo realizado pela Universidade de Emory

25 novembro 2014
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O consumo elevado de frutose na adolescência pode piorar o comportamento depressivo, a ansiedade e alterar a forma como o cérebro responde ao stress, dá conta um estudo apresentado na conferência “Neuroscience 2014”.
 

“Os nossos resultados oferecem novos dados sobre como a dieta pode alterar a saúde do cérebro e pode ter consequências importantes para a nutrição e desenvolvimento dos adolescentes”, referiu, em comunicado de imprensa uma das autores do estudo, Constance Harrell.
 

A frutose é um açúcar que se encontra naturalmente em frutas e vegetais, mas também em muitos alimentos processados. Estudos anteriores demonstraram que a frutose pode promover efeitos cardiovasculares negativos. Tal como a glucose, a frutose é considerada um açúcar simples, mas a glucose é a fonte de energia preferencial do organismo. A frutose também leva à libertação de insulina e estimula a hormona da fome, a leptina, comportando-se mais como uma gordura para o organismo.
 

Com o intuito de determinar se o consumo de frutose era capaz de criar alterações duradoras no metabolismo e no comportamento durante a adolescência, os investigadores da Universidade de Emory, nos EUA, forneceram a ratinhos adultos e adolescentes uma dieta rica em frutose ou uma dieta padrão.
 

Após 10 semanas, verificou-se que apenas os ratinhos adolescentes que tinham consumido uma dieta rica em frutose apresentavam uma resposta diferente quando expostos ao stress. Estes resultados foram consistentes com o comportamento depressivo dos animais. Verificou-se ainda que uma via que desempenha um papel importante na regulação do modo como o cérebro responde ao stress se encontrava alterada. Este é um efeito que tem particular importância na adolescência, pois este é um momento crítico para o desenvolvimento da resposta do cérebro ao stress.
 

Este estudo sugere que a influência de frutose na adolescência vai para além do estômago e agora que a comunidade científica sabe dos seus potenciais danos nos cérebros em desenvolvimento, as terapias dietéticas podem ser uma forma de conter o stress.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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