Frutas e vegetais podem impedir ou atrasar esclerose lateral amiotrófica

Estudo publicado nos “Annals of Neurology”

31 janeiro 2013
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O consumo de alimentos que contêm carotenoides coloridos, particularmente betacaroteno e luteína, podem impedir ou atrasar o desenvolvimento da esclerose lateral amiotrófica, dá conta um estudo publicado nos “Annals of Neurology".
 

Os carotenoides presentes nas frutas e vegetais dão a estes alimentos uma cor laranja, vermelha ou amarela e são uma fonte de vitamina A. Estudos anteriores já tinham reportado que o stress oxidativo contribuía para o desenvolvimento da esclerose lateral amiotrófica. Adicionalmente também indicaram que os indivíduos que consumiam elevadas doses de antioxidantes, como a vitamina E, tinham um menor risco de esclerose lateral amiotrófica. Como a vitamina C ou os carotenoides são também antioxidantes, os investigadores da Harvard School of Public Health, nos EUA, decidiram investigar a sua relação com o risco de desenvolvimento desta doença.
 

“A esclerose lateral amiotrófica é uma doença degenerativa devastadora que geralmente se desenvolve entre os 40 e os 70 anos, e que afeta mais os homens que as mulheres. Assim, para o líder do estudo, Alberto Ascherio, o conhecimento do impacto do consumo de alimentos no desenvolvimento da esclerose lateral amiotrófica é importante.
 

Para o estudo os investigadores analisaram os dados relativos a mais de um milhão de participantes, tendo identificado um total de 1.093 casos de esclerose lateral amiotrófica. O estudo apurou que um maior consumo de carotenoides totais estava associado com uma diminuição do risco de doença. Adicionalmente foi verificado que os indivíduos que consumiam betacaroteno e luteína, encontrados nos vegetais verdes escuros, tinham também um menor risco de esclerose lateral amiotrófica.
 

Por outro lado, não foi encontrada nenhuma associação entre consumo de licopeno, beta-criptoxantina e vitamina C e um menor risco de doença. A toma prolongada de suplementos de vitamina C também não foi associada a um menor risco de esclerose lateral amiotrófica.
 

O investigador conclui que o consumo de alimentos ricos em carotenoides podem ajudar a impedir ou atrasar o desenvolvimento de esclerose lateral amiotrófica. Na opinião de Alberto Ascherio, serão necessários mais estudos para analisar o impacto que a dieta poderá ter no desenvolvimento da esclerose lateral amiotrófica.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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