Frigoríficos e ar condicionado continuam a destruir ozono

Alerta lançado pela Quercus

16 setembro 2004
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Portugal continua a atirar para a sucata a quase totalidade de frigoríficos e aparelhos de ar condicionado sem recuperar os gases nocivos à atmosfera que contêm, acusou esta semana a associação ambientalista Quercus.No Dia Internacional para a Protecção da Camada de Ozono, que se assinalou quinta-feira, os ambientalistas referiram que Portugal emite anualmente 500 toneladas de CFC (clorofluorcarbonetos), substância existente em frigoríficos ou aparelhos de ar condicionado e que prejudica a camada de ozono.Este ano, até Setembro, foram recuperados CFC de 0,5 por cento dos aparelhos enviados para o lixo, segundo dados recolhidos pelos ambientalistas junto da Interecycling, a única empresa em Portugal que faz este tipo de reciclagem.Esta melhoria resultou de um aumento do número de equipamentos encaminhados pela Valorsul, entidade responsável pelo destino final dos resíduos de vários concelhos do distrito de Lisboa.Desde Janeiro de 2002, a lei prevê a obrigação de recuperar os CFC. Mas, segundo a Quercus, a legislação tem sido ignorada porque não existe um sistema integrado que garanta a recuperação e tratamento dos CFC, à semelhança do da Sociedade Ponto Verde para as embalagens e papel.Reclamando novas medidas para inverter esta situação, a Quercus lembra que a camada de ozono sobre Portugal está diminuir 3,3 por cento por década, o que provoca um aumento da radiação ultravioleta e, consequentemente, um maior risco de ocorrência do cancro da pele.Fonte: Lusa

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