Fraturas ósseas na pós-menopausa: a terapia hormonal e a genética

Estudo publicado na revista “Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism”

27 abril 2017
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Um novo estudo indicou que as mulheres que apresentam um maior risco genético para sofrerem fraturas são as que tiram mais benefícios da terapia hormonal. 
 
O estudo conduzido por uma equipa de investigadores da Universidade em Buffalo, EUA, contou com a participação de cerca de 10.000 mulheres que tinham colaborado num estudo de longa duração norte-americano, conhecido como Iniciativa de Saúde das Mulheres (“Women's Health Initiative” WHI) e que abrange mais de 150.000 mulheres.
 
A equipa procurou determinar se as mulheres que eram geneticamente mais suscetíveis a fraturas poderiam beneficiar da terapia hormonal. “Isto é importante porque, tal como identificaram estudos WHI anteriores, há riscos e benefícios com a terapia hormonal”, explicou Heather Ochs-Balcom, que liderou a equipa de investigadores responsáveis pelo estudo.
 
“É aqui que entra a medicina de precisão ou personalizada – a tentativa de oferecer o fármaco correto à pessoa correta de forma a assegurar o máximo benefício e o mínimo dano”, continuou.
 
O estudo envolveu o maior conjunto de genes conhecidos que estão associados ao risco de fraturas a partir da meta-análise de estudos sobre a associação de genomas. Segundo Heather Ochs-Balcom, “descobrimos que as mulheres que geneticamente correm o maior risco de fraturas recebem o nível mais elevado de proteção quando utilizam terapias hormonais”.
 
“Este estudo oferece um melhor entendimento sobre quem poder beneficiar em termos de saúde óssea do uso da terapia hormonal”, avançou a investigadora principal do estudo. “É informação importante para a tomada de decisão pelas mulheres e os seus médicos sobre a utilização da terapia hormonal”. 
 
Com o envelhecimento, a densidade mineral óssea nas mulheres vai diminuindo, deixando-as num maior risco de partirem ossos com as quedas, que também aumentam com a idade. No entanto algumas mulheres são suscetíveis geneticamente a fraturas do que outras.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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