Fratura do fémur: 10% morre no ano seguinte

Investigação do Hospital Garcia de Orta

09 maio 2016
  |  Partilhar:
Especialistas do Hospital Garcia de Orta concluem que pelo menos uma em cada dez pessoas com fratura no fémur morre no ano seguinte ao acidente.
 
O estudo apresentado na semana passado ao longo do VIII Congresso de Reumatologia, que decorreu em Vilamoura, analisou os pacientes admitidos ao longo do ano de 2015 no Hospital Garcia de Orta, recorrendo aos registos clínicos para fazer uma avaliação.
 
De acordo com os dados parciais a que a agência Lusa teve acesso, são entre 10% a 20% os doentes que sofrem uma fatura no fémur (considerada a principal consequência de quem sofre de osteoporose) a morrer no ano seguinte ao episódio.
 
Os fatores que surgem associados àquela taxa de mortalidade são a idade avançada, a falta de diagnóstico da doença antes da fratura e a ausência de tratamento para a osteoporose.
 
Os especialistas envolvidos no estudo referem que as fraturas recorrentes aumentam o risco de vida dos doentes e reforçam que o diagnóstico e tratamento devem ser eficazes e iniciados o mais cedo possível.
 
Cerca de 70% do total de doentes – dos 348 estudados – sofriam de uma ou duas patologias, sendo a hipertensão o problema mais reportado. As fraturas mais frequentes, em 60% das situações, envolveram a região do colo do fémur.
 
Apenas cerca de cinco por cento dos doentes com fraturas não necessitaram de cirurgia, cerca de um terço necessitou de uma cirurgia de substituição articular e em 60% dos casos houve necessidade de recorrer a uma osteossíntese (junção dos fragmentos ósseos com ajuda de parafusos ou placas).
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.