França lidera diminuição de acidentes na estrada

Lista de 12 patologias incompatíveis com a condução

17 março 2004
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 A França é o país europeu que lidera a quebra do número de acidentes de viação, de mortos e de feridos em 2003 face a 2002, numa comparação com dez Estados-membros, segundo os mais recentes dados da União Europeia. O total de acidentes naquele país no ano passado desceu 17 por cento, o número de mortos baixou 22 por cento e o total de feridos decaiu 18 por cento face ao ano anterior. Para combater a elevada sinistralidade - eleita como uma das prioridades da campanha presidencial de Jacques Chirac, em 2002 -, o governo francês adoptou uma lei contra a violência nas estradas que reforça a repressão para os condutores infractores.O medo da polícia e a instalação de radares automáticos nas estradas, largamente publicitada, são dois dos factores que, segundo os especialistas, podem explicar os resultados históricos de redução da sinistralidade em França.O estudo que aponta a França como o país, no panorama europeu, que apresenta as percentagens mais elevadas de quebra dos números de sinistralidade, revela também uma tendência geral de quebra dos números de sinistralidade nos restantes países analisados. Depois da França, segue-se a Finlândia como a segunda maior quebra da Europa (com 12 por cento), seguida de Portugal, com menos 11 por cento face a 2002. Já no total de acidentes e de feridos, Portugal apresenta uma quebra de apenas um por cento em relação a 2002. Além das medidas já em vigor, o Governo francês quer pôr em prática, no âmbito da política de combate à sinistralidade, a fixação de uma lista de 12 doenças incompatíveis com a condução automóvel. Um grupo de trabalho, criado pelo ministério francês da Saúde, divulgou recentemente uma proposta com 12 «doenças ou alterações funcionais» identificadas como «formalmente incompatíveis com a obtenção ou a manutenção» da carta de condução de veículos ligeiros. -Insuficiência cardíaca muito grave e permanente - Miocardiopatia hipertrófica sintomática -Acuidade visual - inferior a cinco décimos de longe, nos dois olhos, após correcção óptica por óculos, lentes ou cirurgia -Diminuição significativa do campo visual dos dois olhos -Encerramento permanente e incontrolável das pálpebras -Diplopia (visão dupla) permanente e que não possa ser corrigida - Instabilidade crónica - que esteja na origem de todos os problemas graves de equilíbrio e de coordenação (do foro neurológico) - Dependência reconhecida ao álcool ou às drogas com reflexo psíquico-comportamental e recusa de tratamento - Sonolência excessiva persistente apesar de um tratamento e qualquer que seja a causa da sonolência -Demência muito evoluída (por exemplo doença de Alzheimer diagnosticada ou demência devido ao álcool) -Problemas neurológicos graves em caso de impossibilidade de por uma prótese ou adaptação do veículo (por exemplo paralisia dos dois braços) -Psicose aguda e crónica, apenas se existirem manifestações clínicas que possam interferir com a condução (esquizofrenia, por exemplo)Fonte: Público

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