Fragmentação do sono afecta a memória

Estudo publicado no PNAS

02 agosto 2011
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Um sono interrompido afecta a capacidade de construir memórias, aponta um estudo da Universidade de Stanford, EUA, publicado na “Proceedings of the National Academy of Science” (PNAS).

 

O estudo pode ajudar a explicar os problemas de memória sentidos por pacientes que sofrem de Alzheimer e de apneia do sono.

 

No estudo realizado com ratinhos, os investigadores verificaram que perturbar o sono tornou mais difícil para os animais reconhecerem objectos familiares. O sono analisado foi fragmentado, mas não menor ou menos intenso do que o normal.

 

Para a pesquisa, os cientistas usaram uma técnica chamada optogenética, onde as células específicas são geneticamente modificadas para que possam ser controladas pela luz. Enquanto dormiam, os investigadores enviaram feixes de luz directamente ao cérebro dos roedores. Isso significa que poderia perturbar o sono, mas não afectava o tempo total ou a qualidade de sono.

 

Os animais foram então colocados numa caixa com dois objectos, um dos quais já era conhecido dos roedores. Naturalmente as cobaias passariam mais tempo a observar o novo objecto e aquelas que tinham o sono ininterrupto fizeram exactamente isso. Mas aqueles cujo sono foi interrompido estavam igualmente interessados em ambos os objectos, sugerindo que as memórias tinham sido afectadas.

 

A continuidade do sono, segundo os cientistas, é um dos principais factores afectados em várias doenças que atingem a memória, incluindo o Alzheimer e outros deficits cognitivos relacionados com a idade. O sono interrompido também afecta as pessoas viciadas em álcool e as que sofrem de apneia do sono.

 

De acordo com os cientistas, citados pela BBC, embora não existam provas de um nexo de causalidade entre a interrupção do sono e qualquer uma dessas doenças, “uma quantidade mínima de sono ininterrupto é crucial para a consolidação da memória”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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