Formação de novos vasos sanguíneos associada aos sintomas da doença de Parkinson

Estudo publicado na revista “Neurology”

09 novembro 2015
  |  Partilhar:
Os problemas em caminhar e de equilíbrio associados à doença de Parkinson podem ser causados pela formação indesejada de vasos sanguíneos, angiogénese, sugere um estudo publicado na revista “Neurology”.
 
Apesar de tomarem medicação adequada muitos pacientes com doença de Parkinson sentem dificuldades em caminhar e de equilíbrio. Adicionalmente, alguns pacientes não podem tomar medicação à base de dopamina, devido aos efeitos secundários.
 
A doença de Parkinson surge devido à morte de células cerebrais em algumas áreas específicas do cérebro. As células cerebrais afetadas libertam dopamina, um mensageiro químico que é importante para o controlo do movimento, respostas emocionais e outras funções. À medida que a doença se desenvolve, os níveis de dopamina diminuem, e sintomas como tremores, lentidão, diminuição do equilíbrio e rigidez agravam-se. 
 
Atualmente não existe cura para esta doença, e os pacientes apenas tomam medicação para controlar os sintomas, a qual é concebida para aumentar os níveis de dopamina nas partes do cérebro afetadas.
 
A angiogénese no cérebro é também uma característica da doença de Parkinson e de outras doenças neurodegenerativas. A razão ainda não é conhecida, mas tem sido sugerido que este processo é desencadeado pela morte das células cerebrais. A angiogénese pode também ser desencadeada pela inflamação e danos nos tecidos.
 
O estudo realizado pelos investigadores da Universidade de Lund, na Suécia, apurou que havia uma associação clara entre vários marcadores da angiogénese e as dificuldades que os pacientes com doença de Parkinson têm em caminhar e a equilibrarem-se. Verificou-se também um aumento da permeabilidade da barreira sangue-cérebro, que potencialmente conduz à presença de componentes do sangue no cérebro causando desta forma danos.
 
Estes resultados foram obtidos através da comparação do líquido cefalorraquidiano de 100 pacientes com doença de Parkinson e de 37 indivíduos saudáveis. Através da medição dos níveis de vários marcadores sanguíneos e da realização de ressonância magnéticas, os investigadores foram capazes de avaliar os danos no tecido cerebral.
 
“Já existe medicação para a angiogénese. Se for possível confirmar os nossos resultados em estudos posteriores estes fármacos podem no futuro ser testados nos pacientes com doença de Parkinson”, conclui, um dos autores do estudo, Oskar Hansson.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.