Fobia das crianças a novos alimentos pode estar nos genes

Estudo publicado na revista “Obesity”

25 março 2013
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Os pais podem persuadir ou aliciar os filhos a experimentarem novos alimentos, mas algumas crianças não cedem. Um novo estudo publicado na revista “Obesity” sugere que a razão pela qual as crianças temem novos alimentos está mais associada aos genes do que propriamente aos alimentos.
 

"Em alguns aspetos, a neofobia alimentar, ou a aversão em experimentar novos alimentos, é semelhante ao temperamento ou personalidade da criança. Algumas crianças são geneticamente mais suscetíveis do que outras a evitar novos alimentos. No entanto, isso não significa que os seus comportamentos não possam ser alterados e se tornem menos exigentes”, revelou em comunicado de imprensa o líder do estudo, Myles Faith.
 

Neste estudo os investigadores da University of North Carolina, nos EUA, contaram com a participação de 66 pares de gémeos que tinham entre quatro e sete anos de idade. Foi verificado que os genes explicavam cerca de 72% das variações nas crianças, no que diz respeito à sua tendência para experimentar novos alimentos.
 

Os investigadores também analisaram a relação entre a neofobia alimentar e a gordura corporal, tanto nos pais como nos filhos. Surpreendentemente foi verificado que caso os pais tivessem excesso de peso, os filhos também tinham, mas apenas se evitassem novos alimentos.
 

No que diz respeito aos fatores ambientais, os resultados sugerem que os pais devem considerar as idiossincrasias de cada criança, mesmo para os irmãos do mesmo agregado familiar, quando se pensa em como aumentar a aceitação de uma criança a novos alimentos. Por exemplo, os pais podem servir como modelos e fornecer exposições repetidas a novos alimentos em casa, ou mostrar ao seu filho o quanto gostam da comida que ele está a evitar. Também podem oferecer uma escolha de vários itens novos a partir do qual a criança pode escolher.
 

"Cada criança pode responder de forma diferente a cada abordagem e futuras investigações necessitam de analisar novas intervenções que levam em conta a individualidade das crianças. Mas o que sabemos através deste e de outros estudos é que esta individualidade inclui singularidade genética”, conclui o investigador.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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