Flutuações no colesterol afetam função cognitiva

Estudo publicado na revista “Circulation”

21 julho 2016
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Os idosos com grandes flutuações nos níveis do colesterol LDL, o chamado colesterol “mau”, podem ter uma pior função cognitiva, sugere um estudo publicado na revista “Circulation”.
 

O estudo levado a cabo pelos investigadores do Centro Médico da Universidade de Leiden, na Holanda, contou com a participação de 4.428 indivíduos entre os 70 e os 82 anos, oriundos da Escócia, Irlanda e Holanda. Os participantes tinham doença vascular preexistente ou apresentavam um risco elevado de desenvolver a condição devido a antecedentes de hipertensão, hábitos tabágicos ou diabetes.
 

Os investigadores verificaram que os participantes que apresentavam uma variabilidade mais elevada nos níveis de colesterol LDL necessitavam, em média, de mais 2,7 segundos para terminar o teste cognitivo para identificar a cor de uma palavra escrita com cor diferente (por exemplo, a palavra azul escrita a vermelho), comparativamente com aqueles que apresentavam uma menor variabilidade.
 

“Apesar de isto parecer um pequeno efeito, é significativo ao nível da população”, referiu, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Roelof Smit.
 

A associação entre a variabilidade e o declínio da função cognitiva foi independente dos níveis médios do colesterol LDL e do facto de os participantes tomarem estatinas, fármacos habitualmente utilizados para diminuir os níveis de colesterol.
 

Os investigadores constataram ainda que as maiores flutuações no colesterol LDL também foram associadas a um menor fluxo de sangue no cérebro e a uma maior quantidade de hiperintensidade da substância branca, que tem sido associada à disfunção endotelial.
 

Na opinião do investigador estes resultados demonstram que a variabilidade do colesterol LDL pode ser importante para a função cognitiva. ”Os nossos achados sugerem pela primeira vez que não é apenas a média dos níveis de colesterol LDL que estão associados à saúde mental, mas também quanto os níveis variam de uma medição para outra”, referiu Roelof Smit.
 

As medições dos níveis de colesterol variam devido à dieta adotada, prática de exercício físico, toma de estatinas e outros fatores. Contudo, estas flutuações podem refletir uma homeostasia cada vez mais deteriorada devido, nomeadamente, à idade ou doença subjacente.
 

Na opinião do investigador, estes resultados apoiam a evidência emergente de que os fatores de risco cardiovascular estão intimamente ligados à saúde do cérebro.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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