Flora intestinal: novas descobertas

Estudo publicado na revista “Nature Biotechnology”

09 julho 2014
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Investigadores dinamarqueses mapearam 500 microrganismos, até à data desconhecidos, na flora intestinal humana e 800 bacteriofagos que atacam as bactérias intestinais, dá conta um estudo publicado na revista “Nature Biotechnology”.
 

Até à data, a comunidade científica tinha identificado e mapeado, 200 a 300 espécies bacterianas. Agora o número é mais do dobro, o que poderá melhorar significativamente o conhecimento e tratamento de um grande número de doenças como a diabetes tipo 2, asma e obesidade.
 

De forma a mapear os microrganismos, os investigadores da Universidade Técnica da Dinamarca basearam-se num novo princípio para a análise das sequências de ADN, o qual foi denominado por princípio de co-abundância. Este princípio assume que diferentes fragmentos de ADN do mesmo organismo irão ocorrer na mesma quantidade numa amostra, e que esta quantidade varia entre amostras.
 

“Através deste método, os investigadores são agora capazes de identificar genomas de microrganismos anteriormente desconhecidos, mesmo aqueles presentes em sociedade microbianas complexas”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Soren Brunak.
 

O estudo apurou ainda quais os bacteriófagos que atacavam as bactérias tendo também identificado que bactérias eram alvo deste ataque. Um achado que na opinião dos investigadores tem um efeito importante sobre se as bactérias que sofrem estes ataques irão sobreviver no sistema intestinal a longo prazo.
 

Habitualmente, as bactérias eram estudadas isoladamente, mas os investigadores estão cada vez mais conscientes que, para perceberam a flora intestinal, é necessário terem em conta a interação entre as diferentes bactérias encontradas. Quando estas interações forem conhecidas, será possível desenvolver uma forma mais seletiva de tratar várias doenças.
 

“Idealmente iremos ser capazes de adicionar ou remover bactérias do sistema intestinal e induzir desta forma uma flora intestinal mais saudável”, referiu o investigador. Isto é particularmente interessante no âmbito do aumento da resistência antimicrobiana que muitos consideram ser uma ameaça real para a saúde mundial.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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