Flavonóides protegem contra a doença de Parkinson

Estudo publicado na revista “Neurology”

11 abril 2012
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Os homens que consomem alimentos ricos em flavonóides, tais como frutas, chá, maçãs e vinho tinto apresentam um menor risco de desenvolver doença de Parkinson, sugere um estudo publicado na revista “Neurology”.

 

Estudos anteriores já tinham revelado que o consumo deste tipo de compostos estava associado com uma maior proteção contra várias doenças incluindo as cardiovasculares, hipertensão, alguns tipos de cancro e demência.

 

Para este estudo os investigadores da Harvard University e da University of East Anglia contaram com a participação de 130.000 indivíduos, dos quais 800 desenvolveram doença de Parkinson durante os vinte anos do período de acompanhamento. Após os investigadores terem analisado cuidadosamente as suas dietas e ajustado a idade e os seus estilos de vida, verificaram que os participantes do sexo masculino que consumiam mais flavonóides apresentavam um risco 40% menor de desenvolver doença de Parkinson do que aqueles que consumiam menores quantidades destes compostos. Contudo, esta associação não foi verificada para as mulheres.

 

“Este é o primeiro estudo realizado em humanos que analisa a associação entre o consumo de flavonoides e o risco de desenvolver doença de Parkinson, tendo os resultados sugerido que existe uma sub-classe destes compostos, conhecidos por antocianinas, que podem ter efeitos neuroprotetores”, revelou em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Xiang Gao.

 

O estudo revelou que os participantes que consumiam mais de uma porção de frutos silvestres, que são ricos em antocianinas, por semana, tinham um risco 25% menor de desenvolver doença de Parkinson, em comparação com os que não ingeriam este tipo de frutos.

 

“Tendo em conta os outros potenciais efeitos para a saúde dos frutos silvestres, tais como a diminuição do risco de hipertensão, conforme constatado em estudos anteriores, é aconselhável a introdução destes frutos na dieta”, aconselhou o investigador.

 

“Este estudo levanta muitas questões interessantes sobre o modo como a dieta pode influenciar o risco de desenvolvimento da doença de Parkinson”, revelou o diretor do Parkinson's UK, Kieran Breen.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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