Flavonoide pode evitar a formação de coágulos

Estudo publicado no “The Journal of Clinical Investigation”

11 maio 2012
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Um composto denominado rutina, que se encontra presente nas frutas e vegetais e que se vende sob a forma de suplemento dietético, inibe a formação de coágulos num modelo animal da trombose, revela um estudo publicado no “The Journal of Clinical Investigation”.

 

De acordo com os investigadores do Deaconess Medical Center, nos EUA, estes resultados poderão abrir caminho para a realização de ensaios clínicos, para o desenvolvimento de terapias e prevenção do acidente vascular cerebral, enfarte agudo do miocárdio, trombose venosa profunda e embolismo pulmonar.

 

Para o estudo os investigadores focaram-se na proteína dissulfeto isomerase, que se encontra presente em todas as células. Estudos anteriores já tinham reportado que esta proteína era rapidamente secretada pelas plaquetas e pelas células endoteliais durante a trombose e que a sua inibição poderia impedir este processo num modelo animal.

 

Posteriormente os investigadores começaram a analisar uma vasta gama de compostos capazes de inibir a proteína dissulfeto isomerase. Dos 5.000 compostos analisados foi verificado que a rutina era o mais eficaz. Foi também observado que a parte da molécula responsável pela capacidade de inibir a dissulfeto isomerase, também impedia que composto entrasse dentro das células.

 

Os autores do estudo foram também testar o efeito da rutina num modelo animal da trombose, incluindo estudos nos quais o composto era administrado oralmente, tendo descoberto que este mantinha as suas capacidades antitrombóticas quando metabolizado após a ingestão oral.

 

“A rutina provou ser o composto antitrombótico mais eficaz”, revelou, o líder do estudo, Robert Flaumenhaft. Este composto foi capaz de inibir tanto a acumulação de plaquetas como a produção de fibrina durante a formação do trombo. “Os coágulos formam-se tanto nas artérias como nas veias”, explica o investigador. “Os coágulos nas artérias são ricos em plaquetas e os das veias em fibrina. Esta descoberta sugere que um único agente é capaz de tratar e prevenir este dois tipos de coágulos”.

 

Mesmo com a utilização das atuais terapias anticoagulantes, como a aspirina, existem todos os anos aproximadamente 400.000 episódios recorrentes de trombose nos pacientes que tinham previamente sofrido um acidente vascular cerebral ou um enfarte agudo do miocárdio.

 

“Um fármaco seguro e de baixo custo que reduza a formação de coágulos recorrentes poderia ajudar a salvar milhares de vidas”, conclui o investigador, “Estes ensaios pré-clínicos provam que a proteína dissulfeto isomerase é um alvo importante para a terapia antitrombótica e como já foi estabelecido que a rutina é segura, estamos prontos para avançar para um ensaio clínico.”

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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