Finlândia cultiva novas linhagens de células mãe embrionárias

cerca de 50 casais finlandeses doaram embriões ao instituto

21 novembro 2002
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Um instituto de investigação finlandês começou em Agosto a cultivar novas linhagens de células mãe embrionárias com o objectivo de as colocar tão rapidamente quanto possível à disposição da comunidade científica.
 

 

"Por enquanto, arrancámos com três novas linhagens de células mãe embrionárias", afirmou hoje Timo Tuuri, um biólogo do laboratório da Associação finlandesa da família, em Helsínquia, uma organização não-governamental especializada nas questões da família e população.
 

 

Tuuri sublinhou a necessidade presente da comunidade científica internacional de um número crescente de linhagens de células mãe (também chamadas embrionárias ou estaminais) embrionárias.
 

 

Das 64 linhagens aprovadas pelo Instituto Nacional de Saúde norte-americano, apenas 20 a 30 são exploráveis para fins científicos, precisou o investigador.
 

 

Até agora, cerca de 50 casais finlandeses doaram embriões a este instituto.
 

 

Segundo os cientistas, as células estaminais retiradas dos embriões num estado muito precoce têm uma capacidade notável de se transformarem em células ou tecidos de órgãos de todos os géneros (rim, pulmões, fígado, etc).
 

 

Mas a utilização destas células é controversa, já que para as obter é necessário destruir os embriões, e proibida em vários países.
 

 

Por esta razão, as investigações têm vindo a focalizar-se nas células mãe recolhidas de tecidos adultos (sangue, cérebro ou músculo).
 

 

Mas, segundo trabalhos recentes, o potencial das células adultas foi revisto em baixa e os cientistas preferem voltar a investigar as células provenientes de embriões, cultivando as linhagens já existentes.
 

 

Em Setembro, a Califórnia tornou-se o primeiro Estado norte- americano a autorizar sem limites as investigações sobre estas células, contradizendo as restrições presidenciais impostas em Agosto por George Bush.
 

 

Pelo contrário, em França, o Conselho de Estado acabou de suspender por quatro meses a importação de células estaminais embrionárias autorizada pelo governo anterior.
 

 

Fonte: Lusa
 

 

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