Filhos primogénitos apresentam maior risco de diabetes

Estudo publicado “Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism”

18 fevereiro 2013
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Os filhos primogénitos têm um maior risco de desenvolver diabetes ou pressão arterial elevada, dá conta um estudo publicado no “Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism”.


“Apesar da ordem pela qual as crianças nascem não ser um fator determinante para o desenvolvimento da doença metabólica e cardiovascular, ser filho primogénito pode contribuir para o risco de desenvolvimento destas doenças”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Wayne Cutfield.


Para o estudo os investigadores da University of Auckland's Liggins Institute, na Nova Zelândia, contaram com a participação de 85 crianças, com idades compreendidas entre os quatro e os onze anos. O perfil hormonal, o perfil lipídico em jejum, altura, peso e composição corporal foram medidos a todos os participantes. Os investigadores focaram a sua análise na infância, uma vez que o estilo de vida adotado pelos adolescentes e adultos podem afetar a sensibilidade à insulina.


O estudo apurou que os 32 filhos primogénitos tinham uma redução de cerca de 21% na sensibilidade à insulina e aumento de 4mmHg na pressão arterial. De acordo com os autores do estudo, estas diferenças metabólicas podem ser causadas por alterações que ocorrem no útero da mãe durante a primeira gravidez. Como resultado, o fluxo de nutrientes tende a aumentar nas gravidezes subsequentes.


O estudo refere que, em comparação com os irmãos mais novos, os filhos mais velhos ou únicos tendem a ser mais altos e magros. Esta associação manteve-se mesmo após os autores do estudo terem tido em conta a altura e o índice de massa corporal dos pais.
 

“Os nossos resultados indicam que os filhos primogénitos apresentam estes fatores de risco, mas é necessário mais investigação para determinar como isto se traduz nos casos de diabetes, hipertensão e outras condições, na idade adulta”, conclui o investigador.
 

Com a diminuição do tamanho das famílias que se vem assistindo em muitos países, uma grande parte da população é constituída por filhos únicos que podem desenvolver condições como a diabetes tipo 2, doença arterial coronária, acidente vascular cerebral e hipertensão. Assim, os resultados deste estudo poderão ter implicações importantes ao nível da saúde pública, adiantam os autores do estudo.
 

ALERT Life Sciences Computing S.A.

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