Filhos de primos direitos não correm riscos genéticos acrescidos
04 abril 2002
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Ao contrário do senso comum, os filhos de primos direitos não correm riscos consideravelmente maiores de nascerem com doenças genéticas e outros problemas em relação ao resto da população - conclui um estudo publicado ontem na revista "The Journal of Genetic Counseling". Esta notícia assume particular relevância nos Estados Unidos, onde o casamento de primos em primeiro grau é proibido em 24 estados e noutros sete existem limitações, como por exemplo a exigência de aconselhamento genético.
 

 

Embora seja mais provável que os primos direitos tenham filhos com defeitos físicos, atrasos mentais ou doenças genéticas, esse risco não se afasta muito do que acontece aos pais sem qualquer grau de parentesco. Por exemplo, o risco de uma criança nascer com um problema grave como a fibrose quística é de três a quatro por cento para a população em geral. Para os primos direitos há que juntar a esse risco de base mais 1,7 a 2,8 por cento, diz o estudo, que fez uma revisão de seis grandes trabalhos científicos elaborados entre 1965 e meados do ano 2000.
 

 

Por isso, o estudo conclui que, apesar do risco ser quase o dobro, não é suficientemente considerável para desencorajar o casamento e o nascimento de filhos entre primos direitos, sublinha Arno Motulsky, da Universidade de Washington, nos Estados Unidos.
 

 

Nos Estados Unidos o casamento de primos direitos é proibido em muitos estados ou é limitado - como um resquício dos movimentos eugénicos para melhorar a espécie humana do início do século XX, na opinião de Arno Motulsky -, ao contrário do que acontece na Europa, onde nenhum país tem essas leis. Em certos países do Médio Oriente, África e Ásia, esses casamentos até são encorajados.
 

 

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