Filhos adoptados tentam mais o suicídio

Risco é superior em adolescentes adoptados,revela estudo

01 outubro 2001
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Se a adolescência é, para muitos, um período problemático,
 

os filhos de pais adoptivos podem passar por esta crise de uma forma muito mais dolorosa. Um estudo publicado na revista norte-americana Pediatrics refere que os filhos adoptados podem ser mais propensos a tentar o suicídio.
 

 

Se o facto de pertencer a uma família unida pareceu reduzir o risco de suicídio em todos os adolescentes, os investigadores também concluíram que a maioria dos jovens adoptados não é suicida.
 

 

«A principal mensagem deste estudo é que a comunicação, a procura de bases comuns, carinho, amor e a satisfação obtidos pelo adolescente na relação familiar, mesmo quando está com raiva ou revoltado, são muito importantes», afirmou Gail Slap, coordenadora do estudo.
 

 

Mais de 6 500 estudantes norte-americanos, dos últimos anos do ensino secundário, foram entrevistados por investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Cincinnati. Os resultados revelaram que 7,6 por cento dos adolescentes adoptados tentaram suicidar-se no ano anterior, comparados com apenas três por cento dos restantes colegas.
 

 

Além deste facto, os alunos adoptados também foram mais propensos a receber aconselhamento psicológico e emocional: cerca de 17 por cento dos adoptados comparados com apenas 8 por cento dos jovens com pais biológicos.
 

 

Perfil
 

 

Ser mulher, ter comportamento delinquente, fumar, possuir uma baixa auto-estima e propensão à depressão completam o perfil de um potencial suicida, segundo refere o estudo. Quanto às questões económicas, educacionais, etárias ou étnicas dos pais, os investigadores não salientaram diferenças significativas.
 

 

Apenas as mães dos adolescentes que tentaram suicidar-se descreveram os filhos como tendo um «comportamento difícil», comparadas com as mães dos outros alunos.
 

O estudo não analisou, no entanto, os motivos pelos quais a adopção pode ser um factor de risco para o suicídio.
 

Paula Pedro Martins
 

 

MNI - Médicos Na Internet
 

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