Fígado artificial... uma miragem?

Cientistas vão mais longe na procura de alternativas aos transplantes de órgãos vivos

02 setembro 2001
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Uma equipa de investigação da Universidade de Strathclyde em Glasgow (Escócia), desenvolveu uma nova técnica que virá ajudar os doentes que se encontram à espera de um transplante de fígado.
 

 

O novo método foi recentemente apresentado na British Association Festival of Science em Glasgow por Helen Grant, uma investigadora envolvida na sua pesquisa, que afirmou que com esta nova técnica os doentes com desordens hepáticas (e também pancreáticas) poderão ser tratados mais rapidamente ou até mesmo serem curados.
 

 

Estes cientistas desenvolveram uma forma de cultivar e armazenar células vivas num aparelho passível de ser colocado no organismo e desempenhar as funções de tecidos e/ou órgãos danificados. Portanto, esse aparelho funcionaria como um órgão bio-artificial uma vez que incluiria células vivas.
 

 

As primeiras aplicações deste método visam o desenvolvimento do primeiro fígado artificial mas tem potencialidades para ser aplicado a outros tecidos e órgãos humanos.
 

 

Segundo estes investigadores, o desenvolvimento de órgãos artificiais será a solução para milhões de pessoas que esperam por órgãos vivos para lhes serem transplantados.
 

 

Estes aparelhos têm a vantagem de poderem ser feitos com células do próprio doente e, portanto, ultrapassar as dificuldades inerentes aos transplantes de órgãos vivos, relativas à compatibilidade celular entre o dador e o receptor do órgão.
 

 

Andrew McLaughlin, do Biotechnology and Biological Sciences Research Council afirma que “Este trabalho representa um avanço significativo no desenvolvimento de órgãos bio-artificiais uma vez que estes podem, potencialmente, mudar a vida das pessoas para melhor. Sem dúvida!” E continua: “Quando desenvolvidos, estes aparelhos poderão existir nos hospitais à disposição para cobrir as necessidades de doentes dos foros hepático e pancreático.”
 

 

Estes órgãos bio-artificiais também poderão ser utilizados para substituírem as injecções diárias de insulina nos doentes diabéticos pois, potencialmente, eles podem (também) ser o suporte de culturas de células pancreáticas produtoras de insulina.
 

 

Joaquina Pereira
 

MNI – Médicos na Internet
 

 

Fonte: BBC

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