Fibromialgia: vitamina D ajuda na redução da dor

Estudo publicado na revista “Pain”

21 janeiro 2014
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Os indivíduos com fibromialgia e com baixos níveis de vitamina D podem beneficiar da toma de suplementos desta vitamina, uma vez que esta pode reduzir a dor e funcionar como uma alternativa de tratamento de baixo custo, dá conta um estudo publicado na revista “Pain”.
 

Os indivíduos com fibromialgia apresentam, para além de dores e fadiga, distúrbios de sono, rigidez matinal, falta de concentração, e, ocasionalmente, sintomas mentais leves a graves, incluindo ansiedade ou depressão.
 

Esta condição pode ter um impacto significativo na qualidade de vida do paciente, podendo resultar na perda de emprego e ou afastamento da vida social. Atualmente a fibromialgia não tem cura, mas muitos dos sintomas podem ser aliviados através de terapia física, terapia comportamental cognitiva, terapia farmacológica temporária e terapias multimodais.
 

Níveis baixos de calcifediol, uma substância produzida no fígado que é convertida posteriormente na forma ativa da vitamina D, são comuns nos pacientes com dores severas e fibromialgia. Apesar do papel do calcifediol ser amplamente discutido no âmbito da dor crónica, ainda não existiam evidências claras sobre o papel da toma de suplementos de vitamina D nos pacientes com esta condição.
 

Assim, de forma a ter dados mais concretos, os investigadores, liderados por Florian Wepner, decidiram levar a cabo um estudo que contou com a participação de 30 mulheres com fibromialgia, as quais apresentavam níveis baixos de calcifediol (menores que 32ng/ml). As participantes foram divididas entre grupo de tratamento e outro que funcionou como controlo.
 

O tratamento tinha como objetivo atingir níveis de calcifediol entre 32 e 48ng/ml, através da toma de suplementos de vitamina D3 (enzima responsável pela conversão do calcifediol na forma ativa da vitamina D) ao longo de 20 semanas.
 

Os níveis séricos calcifediol foram reavaliados após cinco e 13 semanas, a dose foi ajustada conforme os resultados obtidos. Os níveis foram novamente medidos 25 semanas após o início do tratamento, altura em que foi descontinuado.

Após 24 semanas da toma dos suplementos ter sido interrompida, verificou-se que houve uma diminuição clara da perceção da dor nos indivíduos submetidos ao tratamento. Entre a primeira e a 25 semana de tratamento, os investigadores observaram que houve uma melhoria significativa no grupo submetido ao tratamento no que diz respeito à pontuação obtida na escala de avaliação física. Este grupo também obteve melhores pontuações na fadiga matinal, um dos parâmetros do questionário do impacto da fibromialgia.   
 

"Acreditamos que estes resultados são promissores. Apesar dos sintomas da fibromialgia não poderem ser apenas justificados por deficiências na vitamina D, a toma deste tipo de suplementos pode ser considerado um tratamento relativamente seguro e económico “, revelou em comunicado de imprensa, Florian Wepner.
 

O investigador acrescentou ainda que os indivíduos com fibromialgia devem monitorizar regularmente os níveis desta vitamina, especialmente durante o inverno.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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