Fibromialgia: pensamento e afeto negativos provocam depressão

Estudo da Universidade Coimbra

29 abril 2016
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Os sintomas de fibromialgia conduzem a sintomatologia depressiva através do pensamento repetitivo e do afeto negativo, dá conta um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC).
 

Na opinião da primeira autora do estudo, Margarida Pinto, isto significa que as “pessoas que apresentam mais sintomas de fibromialgia tendem a envolver-se em estratégias mal adaptativas, como o pensamento repetitivo negativo (isto é preocupações e ruminações), numa tentativa de lidar com estes sintomas”.
 

“Estes resultados são importantes na medida em que revelam o papel fundamental que certas variáveis psicológicas desempenham no contexto da dor crónica e sublinham a importância de incluir tais variáveis nas intervenções psicossociais na fibromialgia”, refere a investigadora, em nota da UC, à qual a agência Lusa teve acesso.
 

A fibromialgia é uma “doença crónica caracterizada por dor generalizada e difusa, normalmente acompanhada por outros sintomas, como perturbação de sono, rigidez muscular, hipersensibilidade a estímulos ambientais, ansiedade, depressão, défices cognitivos e fadiga extrema”, refere Ana Margarida Pinto.
 

O estudo intitulado “Trajetórias para a depressão na fibromialgia: o papel do pensamento repetitivo negativo e do afeto negativo” teve como objetivo perceber por que motivo alguns pacientes com fibromialgia entram em depressão.
 

O estudo envolveu uma amostra de 103 mulheres diagnosticadas com fibromialgia, com idades compreendidas entre 18 e 65 anos, recrutadas em várias unidades de saúde. Este trabalho faz parte de um estudo mais amplo, coordenado por António Macedo e José António Pereira da Silva, que tem como objetivo principal “investigar se a fibromialgia se diferencia de outras doenças crónicas, como a artrite reumatoide, bem como de controlos sem dor crónica, no que diz respeito a determinados traços de personalidade (como o perfeccionismo) e processos psicológicos (como os estilos cognitivos, ou seja, formas habituais de pensar, de interpretar as situações, etc.)”.
 

Presente em dois a cinco por cento da população, “a fibromialgia é uma doença debilitante que interfere muito na qualidade de vida das pessoas, tendo um grande impacto não só ao nível pessoal mas também ao nível familiar e social”.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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