Fibroadenoma: causa descoberta

Estudo publicado na revista “Nature Genetics”

24 julho 2014
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Investigadores de Singapura identificaram alterações num gene que está frequentemente afetado em pacientes com fibroadenoma, dá conta um estudo publicado na “Nature Genetics”.
 

Os fibroadenomas são os tumores benignos da mama mais comuns. Estima-se que milhões de mulheres sejam anualmente diagnosticadas com este tipo de tumor em todo o mundo. Os fibroadenomas são frequentemente diagnosticados nos exames de rotina e os médicos têm muitas vezes de distinguir entre um fibroadenoma e um cancro da mama, uma distinção que por vezes pode ser difícil.
 

De forma a tentar facilitar este tipo de diagnóstico, os investigadores do Centro de Cancro Nacional de Singapura, da Escola de Medicina de Singapura e do Hospital Geral de Singapura tentaram identificar se havia alguma anormalidade genética nos fibroadenomas que poderiam ser utilizadas para os diferenciar.
 

Após terem analisado os genes codificadores de proteínas em pacientes com fibroadenoma, os investigadores identificaram mutações frequentes num gene denominado por MED12 em 60% dos casos.
 

“É espantoso como estes tumores mamários podem ser causados por uma anomalia num único gene. Agora que sabemos a causa dos fibroadenomas esta investigação pode ter várias aplicações”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos líderes do estudo, Tan Puay Hoon.
 

O investigador refere, por exemplo, que a medição deste gene nos nódulos mamários poderia ajudar os médicos a distinguir os fibroadenomas de outros tipos de cancro da mama. Os fármacos que tenham por alvo o gene MED12 também poderiam ser úteis para as pacientes com fibroadenomas múltiplos e recorrentes, na medida em que evitaria a necessidade de cirurgia e aliviava também a ansiedade das pacientes.
 

O estudo também apurou que tal como a maioria dos cancros da mama, os fibroadenomas são constituídos por uma população de diferentes tipos de células, conhecidas por células epiteliais e do estroma. Contudo, contrariamente aos cancros da mama, as anormalidades genéticas surgem nas células do estroma e nas epiteliais. Deste modo os investigadores concluem que estas células poderiam, no futuro, ser consideradas um importante alvo terapêutico.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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