Fibrilhação auricular pode ser detetada facilmente

Alerta da associação Bate, Bate Coração

26 abril 2013
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Uma arritmia cardíaca denominada fibrilhação auricular, que afeta um em cada 10 portugueses com mais de 70 anos e está na origem de Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC), pode ser identificada através de uma simples medição da frequência cardíaca, alerta a associação Bate, Bate Coração.
 

O presidente da associação, Carlos Morais, fez o alerta no contexto da promoção da assinatura da Carta de Direitos dos Doentes com Fibrilhação Auricular.
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que o documento internacional pretende sensibilizar os governos e decisores da área da Saúde para a necessidade de prevenir a doença e os AVC, uma das principais consequências da fibrilhação auricular, arritmia causadora de coágulos no coração que depois podem entrar na corrente sanguínea e migrar até ao cérebro, com desfechos fatais ou muito incapacitantes.
 

“Um terço de todos os AVC deve-se a esta arritmia, a fibrilhação auricular. Sabemos que os AVC, as tromboses, são a principal causa de morte em Portugal, sabemos que 30% são devido a esta arritmia e sabemos também que, neste momento, em Portugal, temos dois milhões de portugueses com mais de 65 anos e que a partir dos 70 anos a probabilidade de um português ter fibrilhação auricular é de um para 10”, frisou.
 

Carlos Morais revelou que, quando detetada a tempo, a doença pode ser tratada de forma a evitar a formação desses coágulos, com um fármaco anticoagulante, e que o “alerta para presença desta arritmia pode ser detetado com uma manobra muito simples, que é a simples avaliação do ritmo cardíaco”.
 

“Quando as pulsações são muito irregulares, muito rápidas ou demasiado lentas, está-se perante uma arritmia e uma provável fibrilhação auricular”, acrescentou, sublinhando que o “diagnóstico definitivo é feito com um eletrocardiograma”.
 

“A fibrilhação auricular é uma arritmia, ou seja, uma perturbação do ritmo cardíaco, é a arritmia crónica mais frequente, a que afeta mais portugueses e que afeta 2,5 por cento da população adulta”, contabilizou.
 

Carlos Morais referiu que é necessário fazer rastreios e diagnosticar a doença cedo, permitindo uma medicação atempada para evitar as consequências gravosas dos AVC e encargos mais gravosos e onerosos para as famílias e para o Estado.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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