Fibrilhação auricular aumenta o risco de morte prematura em mulheres

Estudo publicado no “Journal of the American Medical Association”

18 julho 2011
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No seguimento do Women's Health Study, no qual participaram mulheres de meia-idade, aparentemente saudáveis e recentemente diagnosticadas com fibrilhação auricular, os investigadores observaram que estas mulheres tiveram um risco aumentado de morte prematura por qualquer causa, de acordo com um estudo publicado no “Journal of the American Medical Association” (JAMA).

 

Segundo destacou David Conen, um dos membros da equipa de investigação, do Hospital Universitário de Basileia, na Suíça, "a fibrilhação auricular é a arritmia cardíaca mais comum e a sua prevalência está a aumentar progressivamente, por isso é necessário conhecer os riscos associados a esta doença."

 

Após estudos anteriores que associaram estas arritmias com um risco aumentado de acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca ou disfunção cognitiva, os cientistas verificaram agora que também aumenta o risco de morte prematura em pessoas que, em princípio, tinham uma baixa co-morbidade.

 

No estudo, a equipa analisou os dados do Women's Health Study, que envolveram um total de 34.722 mulheres que foram acompanhados entre 1993 e 2010. A média etária das participantes no início do estudo foi de 45 anos e, a priori, não apresentavam fibrilhação auricular ou outras doenças cardiovasculares.

 

Contudo, durante uma média de 15,4 anos, um total de 1.011 mulheres desenvolveram fibrilhação auricular, enquanto uma percentagem maior, de um total de 1.602 morreram sem que o motivo fosse especificado.

 

Uma análise mais pormenorizada dos resultados verificou que as mulheres com fibrilhação auricular inicial tinham um risco aumentado de morte, geralmente associado à ocorrência de doenças cardiovasculares fatais, especialmente no desenvolvimento de insuficiência cardíaca e de AVC.

 

"Nesta amostra inicial de mulheres saudáveis de baixo risco para doenças cardiovasculares, as mulheres com fibrilhação auricular recente tiveram um risco aumentado de morte", explicou, em comunicado de imprensa, Conen, que propõe ter em conta os resultados deste estudo para melhorar o prognóstico destes doentes "através da prevenção e do tratamento óptimo adequado das co-morbidades associadas”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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