Fibrilação atrial é uma preocupação mundial

Dados da Organização Mundial de Saúde

31 dezembro 2013
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A Organização Mundial de Saúde decidiu conduzir um estudo, liderado por Sumeet Chugh, diretor associado do Cedars-Sinai Heart Institute, para avaliar a prevalência, as taxas de mortalidade e os custos sociais associados à fibrilação atrial. A investigação foi financiada parcialmente pela Bill & Melinda Gates Foundation e o Cedars-Sinai Heart Institute e contou com a participação do Institute of Health Metrics and Evaluation da University of Washington.

 

Acredita-se que este seja o primeiro estudo a determinar o número de pessoas com esta condição à escala global.

 

A fibrilação atrial, também conhecida por fibrilação auricular, ocorre quando os estímulos elétricos nas câmaras superiores do coração se tornam caóticos, originando um batimento cardíaco irregular (arritmia). Esse batimento cardíaco irregular pode dar origem a palpitações cardíacas e a uma série de sintomas, tal como a fadiga. A arritmia resulta no mau bombeamento do sangue. Consequentemente, por vezes formam-se coágulos. Se os coágulos rebentarem e forem em direção ao cérebro poderão provocar um AVC.

 

Este problema de saúde constitui a causa mais comum do batimento cardíaco irregular. Segundo este estudo, 33,5 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem desta doença.

 

Os resultados sugerem que a fibrilação atrial está a aumentar e constitui um sério problema de saúde pública. Chugh alerta que “a fibrilação atrial tem enormes custos em todos os sentidos da palavra. Pode levar a AVCs, hospitalizações e perda de produtividade”.

 

Outra das conclusões desta investigação está relacionada com o facto de o fator idade não ser o principal responsável pelo desenvolvimento desta doença. A obesidade, a hipertensão ou a poluição atmosférica parecem ser importantes fatores de risco.

 

Encontrar a raiz do problema é o objetivo principal deste investigador. Chug afirma que “A nossa esperança é conseguir desenvolver um plano global sustentável para lidar com a fibrilação atrial e encontrar formas novas e eficazes de prevenir esta condição”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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