Fibrilação atrial aumenta risco de problemas cognitivos

Estudo publicado na revista “Neurology”

11 junho 2013
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A fibrilação atrial, um tipo de batimento cardíaco irregular comum nos idosos, aumenta o risco de desenvolvimento de problemas de memória e raciocínio, dá conta um estudo publicado na revista “Neurology”.
 

“Os problemas de memória e raciocínio são comuns à medida que as pessoas envelhecem. Verificámos que, em média, os problemas de memória e raciocínio poderão parecer mais cedo ou agravarem-se mais rapidamente nos indivíduos com fibrilação atrial. Isto significa que a saúde cardíaca é um importante fator associado à saúde mental”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo Evan L. Thacker.
 

Neste estudo os investigadores da Universidade do Alabama, nos EUA, contaram com a participação de 5.150 indivíduos com mais de 65 anos que não tinham antecedentes de fibrilação atrial ou acidente vascular cerebral no início do estudo. Ao longo dos seis anos do período de acompanhamento, os participantes foram anualmente submetidos a testes de memória e raciocínio. Foi verificado que, durante o estudo, 552 indivíduos desenvolveram fibrilação atrial.
 

O estudo apurou que os participantes com fibrilação atrial apresentavam pontuações mais baixas no que diz respeito aos testes de memória e raciocínio, comparativamente com aqueles que não tinham história desta condição. Os investigadores referem que nos indivíduos com uma média de 80 a 85 anos, ocorreu uma diminuição de cerca de seis pontos nos testes cognitivos. Contudo, esta pontuação foi ainda mais baixa para os indivíduos com fibrilação atrial.
 

Foi constatado que, nos participantes com 75 ou mais anos de idade, a taxa de declínio cognitivo dos indivíduos com fibrilação atrial foi mais rápida, quando comparada com a dos indivúduosindivíduos sem esta condição.
 

Estes resultados “sugerem que, em média, os indivíduos com fibrilação atrial desenvolvem problemas cognitivos ou demência mais cedo do que os que não tem antecedentes desta condição”, referiu o investigador.
 

“Se realmente existe uma associação entre a fibrilação atrial e o declínio de memória e raciocínio, no futuro dever-se-á perceber por que motivo esse declínio ocorre e como pode ser prevenido”, conclui Evan L. Thacker.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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