Fertilização in vitro não aumenta risco de cancro

Estudo publicado na revista “Fertility & Sterility”

20 fevereiro 2013
  |  Partilhar:

Os tratamentos de fertilização in vitro não parecem aumentar o risco de desenvolvimento de cancro da mama e de outros tipos de cancros que afetam o aparelho reprodutor feminino, dá conta um estudo publicado na revista “Fertility & Sterility”.
 

Há já algum tempo que os cientistas e médicos tentam desvendar o motivo pelo qual determinados tratamentos utilizados na fertilização in vitro aumentam o risco das mulheres desenvolverem cancro, incluindo a administração de medicamentos que estimulam a ovulação ou a punção dos ovários para a recuperação dos óvulos.
 

Na verdade, alguns estudos anteriores indicaram que as mulheres submetidas a tratamentos de fertilização apresentavam um risco maior de desenvolvimento de cancro da mama e tumores nos ovários. Um estudo holandês, publicado em 2011, sugeriu que a estimulação dos ovários poderia aumentar o desenvolvimento de tumores neste órgão, os quais poderiam eventualmente tornar-se cancerosos. Contudo, outros estudos não encontraram qualquer associação entre estes dois eventos.
 

De acordo com os especialistas, tem sido difícil determinar se de fato a fertilização in vitro aumenta o risco de cancro, uma vez que as mulheres que apresentam dificuldades na conceção poderão apresentar outras características que poderão, eventualmente, influenciar a ocorrência desta associação.
 

Neste estudo os investigadores do National Cancer Institute, nos EUA, analisaram os registos médicos de 67.608 mulheres que tinham sido submetidas a tratamentos de fertilização in vitro, entre 1994 e 2001, bem como de 19.795 pacientes que nunca tinham sido submetidas a este tipo de tratamento.
 

O estudo apurou que os tratamentos de fertilização in vitro não influenciavam o risco de cancro da mama, nem afetavam significativamente o desenvolvimento de cancros dos aparelho reprodutor feminino. Relativamente ao risco do cancro do ovário este foi ligeiramente mais pronunciado nas mulheres submetidas a este tipo de tratamento. Contudo, os autores do estudo referem que este pequeno aumento pode ter sido um mero acaso.
 

Apesar de os resultados serem, de alguma forma, reconfortantes, na opinião dos investigadores as mulheres submetidas aos tratamentos de fertilização in vitro devem continuar a ser monitorizadas.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.