Fertilidade feminina pode ser protegida

Estudo publicado na “Molecular Cell”

26 setembro 2012
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Investigadores australianos identificaram uma nova forma de proteger a fertilidade feminina. Esta descoberta publicada na revista “Molecular Cell” pode ajudar as mulheres cuja fertilidade foi comprometida devido aos efeitos secundários do tratamento anticancerígeno ou por uma menopausa precoce.
 

Neste estudo os investigadores da Walter and Eliza Hall Institute, Monash University e Prince Henry's Institute of Medical Research, na Austrália, descobriram que a morte dos óvulos é causada por duas proteínas específicas, a PUMA e a NOXA.
 

“A PUMA e a NOXA podem despoletar a morte celular, tendo sido descoberto que são necessárias para a morte de diferentes tipos celulares, em resposta aos danos no ADN dessas células. A remoção das células danificadas é um processo natural que é necessário para a manutenção da saúde. Contudo, para as mulheres que estão a ser submetidas a tratamentos anticancerígenos pode conduzir à infertilidade”, explicou, em comunicado de imprensa, uma das autoras do estudo, Clare Scott.
 

Através do estudo das células produtoras de ovócitos, os investigadores verificaram que as que não apresentavam a proteína PUMA não morriam após terem sido expostas à radioterapia. Apesar de poder ser preocupante pois a sobrevivência destas células poderia significar uma descendência afetada, foi verificado algo de surpreendente. Os autores do estudo constataram que as células para além de sobreviverem eram também capazes de reparar os danos no ADN provocados pela radioterapia, podendo assim produzir uma descendência saudável. O estudo apurou ainda que na ausência da NOXA a proteção contra a radiação era ainda maior.
 

Estes resultados significam que a utilização de “fármacos capazes de bloquear a PUMA poderão ser utilizados para impedir a morte destas células nas mulheres que estão a ser sujeitas à quimioterapia ou radioterapia. Deste modo a fertilidade destas pacientes poderá ser mantida”, adiantou a investigadora.
 

Por outro lado, o coautor Jock Findlay referiu que estes resultados poderão também ter implicações no atraso da menopausa. O investigador explica que o começo da menopausa é influenciado pela quantidade de óvulos. Caso seja possível abrandar a perda de óvulos dos ovários, a menopausa poderá ser retardada. Adicionalmente, com o prolongamento da fertilidade poder-se-á reduzir os potenciais problemas associados com esta fase da vida da mulher, como a osteoporose e doença cardíaca.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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