Ferro e ácido fólico são risco para crianças que possam sofrer paludismo

Investigação publicada na The Lancet

13 março 2006
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O ferro e o ácido fólico, quando tomados como complementos alimentares por crianças das regiões de forte incidência de paludismo, podem aumentar o risco de doenças graves e até mesmo de mortes, revela um estudo recente.
 

 

No entanto, esse aumento do risco não tem relevância em certas zonas do Nepal onde o paludismo é extremamente raro, contrapõe um outro estudo igualmente publicado na revista "The Lancet".
 

 

O estudo, publicado na revista médica inglesa "The Lancet", incidiu sobre mais de 24 mil crianças com menos de três anos que viviam em Pemba, na Ilha de Zanzibar. Divididas em três grupos, um terço recebeu ferro (12,5 mg por dia aos com mais de 11 meses, metade aos com menos) e vitamina B9; outro terço recebeu ferro, ácido fólico e zinco e um terço apenas placebo.
 

 

O estudo foi interrompido em Agosto de 2003 quando se constatou um aumento de mortes ou de hospitalizações dentro dos grupos que recebiam ferro e ácido fólico. Dentro desses dois grupos, o risco de hospitalização ou de morte aumentou cerca de 12% em relação ao grupo que tomava apenas placebo. Num segundo estudo, realizado em mais de 25 mil crianças nepalesas com idade compreendida entre um mês e três anos, numa região onde o paludismo é raro, não houve um aumento significativo de mortes entre as crianças que tomaram ferro e vitamina B9.
 

 

Fonte: Diário de Notícias
 

MNI- Médicos na Internet
 

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