Ferramenta prevê readmissão hospitalar em idosos sobreviventes a ataque cardíaco

Estudo publicado na revista “Circulation: Cardiovascular Quality and Outcomes”

29 abril 2019
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Uma equipa de investigadores descobriu que a mobilidade de um paciente idoso que tenha tido um ataque cardíaco poderá ajudar a prever a readmissão hospitalar no espaço de um mês após receberem alta hospitalar.
 
Com efeito, a equipa liderada por John Dodson, diretor do programa de Cardiologia Geriátrica da Universidade de Nova Iorque, EUA, desenvolveu uma ferramenta que consiste em determinar a incapacidade funcional e fatores tradicionais em pacientes com mais de 75 anos de idade, para prognosticar os que podem voltar a necessitar de cuidados hospitalares dentro daquele período de tempo.
 
Para o efeito, a equipa analisou dados sobre 3.006 pacientes idosos com uma média de idades de 81 anos, que participavam num estudo conhecido como SILVER-AMI que incluía participantes de 94 hospitais norte-americanos.
 
A mobilidade funcional dos pacientes foi medida através da avaliação do tempo despendido pelo paciente para se levantar de uma cadeira, caminhar cerca de três metros e voltar para a cadeira.
 
No espaço de 30 dias apôs terem recebido alta hospitalar, 547 (18,2%) dos participantes foram readmitidos no hospital. 
 
Os investigadores observaram que a incapacidade de mobilidade (que tinha sido medida tal como acima descrito) tinha sido a única incapacidade funcional associada à readmissão hospitalar no espaço daqueles 30 dias.
 
Com efeito, os participantes que tinham demorado mais de 25 segundos a completarem a tarefa de mobilidade ou que tinham sido incapazes de o fazer, apresentavam quase o dobro da probabilidade de readmissão hospitalar em relação aos que tinham realizado a tarefa em menos de 15 segundos.
 
Outros fatores de risco tradicionais, como arritmias e doença pulmonar crónica, foram igualmente associados à readmissão hospitalar. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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