Felicidade: qual é a parte do cérebro responsável?

Estudo publicado na revista “Scientific Reports”

25 novembro 2015
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A felicidade pode depender do tamanho de uma região específica do cérebro conhecida por precuneus, refere um estudo publicado na revista “Scientific Reports”.
 
A definição de felicidade tem sido debatida durante séculos. Nos últimos anos, os psicólogos têm sugerido que a felicidade é uma combinação da satisfação com a vida e a experiência de um maior número de emoções positivas do que negativas, consideradas coletivamente como "bem-estar subjetivo."
 
No entanto, os mecanismos neurológicos responsáveis pela felicidade ainda continuam por esclarecer. Na opinião dos investigadores da Universidade de Quioto, no Japão, a compreensão destes mecanismos poderá ser uma grande ajuda para quantificar os níveis de felicidade objetivamente.
 
De formar a tentar desvendar este mecanismo, os investigadores submeterem o cérebro de 51 indivíduos a uma ressonância magnética. Após a realização do exame, os participantes preencheram um questionário que perguntava quão satisfeitas as pessoas estavam com a sua vida, quão intensivamente sentiam as emoções positivas e negativas e se estavam felizes. 
 
O estudo apurou que os participantes que obtiveram pontuações de felicidade mais elevadas tinham um maior volume de substância cinzenta no precuneus, uma região no lobo parietal medial que está envolvida na autorreflexão e em determinados aspetos da consciência, comparativamente com os outros participantes. Por outras palavras, as pessoas que sentem a felicidade mais intensamente, e que, por outro lado, sentem a tristeza menos intensamente, e são mais capazes de encontrar o significado da vida têm um precuneus maior.
 
Investigadores descobriram ainda que a felicidade pode ser impulsionada por uma combinação de uma maior satisfação com a vida e intensidade das emoções positivas, o que apoia a teoria do bem-estar subjetivo.
 
Na opinião dos autores do estudo estes resultados indicam que as pessoas podem aumentar a sua felicidade através de práticas que tenham por alvo o precuneus, como a meditação.
 
“Estudos neuroimagiológicos estruturais demonstraram que a prática de atividades psicológicas, como a meditação, alteravam a estrutura da substância cinzenta do precuneus. Juntamente com estes resultados, os nossos achados sugerem que a prática de atividades psicológicas que aumentem efetivamente o volume de substância cinzenta no precuneus pode elevar a felicidade subjetiva”, concluíram os autores do estudo.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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