Felicidade nos adolescentes afasta-os do crime

Estudo da Universidade da Califórnia

25 agosto 2011
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Os adolescentes felizes apresentam um menor envolvimento com o crime e a droga, aponta um estudo da Universidade da Califórnia em Davis, EUA, apresentado no encontro anual da Associação de Sociologia norte-americana pelos autores Bill McCarthy e Teresa Casey.

 

Os autores utilizaram dados do National Longitudinal Study of Adolescent Health - o maior estudo sobre adolescentes realizado nos EUA - sobre 15 mil estudantes norte-americanos, que estavam entre o sétimo e o nono ano do ensino secundário, entre 1995 e 1996.

 

Os cientistas verificaram que 29% dos jovens entrevistados afirmaram ter cometido, pelo menos, um crime e 18% disseram já ter usado, pelo menos, um tipo de droga ilegal. Os investigadores correlacionaram esses dados com descrições realizadas pelos adolescentes sobre o seu bem-estar emocional.

 

Em comunicado de imprensa, os autores do estudo explicaram que, raramente, as consequências da felicidade são analisadas pelos sociólogos e nenhum outro estudo tinha investigado a relação com os crimes cometidos.

 

Muitas explicações sobre as decisões dos adolescentes sobre a prática do crime baseiam-se tanto no pensamento reflexivo que desencoraja problemas, como nas emoções negativas - como a raiva ou a fúria.

 

No entanto, os autores do estudo defenderam que as emoções "positivas" também têm um papel importante. "A nossa hipótese é que os benefícios da felicidade - a partir de laços fortes com os outros, uma auto-estima positiva e o desenvolvimento de competências cognitivas e comportamentais socialmente valorizadas - reforçam uma abordagem de decisão estimuladas por emoções positivas", escrevem os autores.

 

O estudo também verificou uma relação entre as mudanças nas emoções e a sua duração no tempo. Jovens que alegaram estar menos felizes – ou um aumento do grau da depressão - durante um período superior a um ano apresentaram maiores probabilidades de se envolverem em crimes e drogas.

 

Como a maioria dos jovens experimentam felicidade e tristeza, os investigadores também consideraram na análise a intensidade relativa destas duas emoções.  Observaram que o uso de drogas era notavelmente menor nos adolescentes que se descreviam mais frequentemente felizes do que deprimidos, e substancialmente mais elevado nos participantes que se descreviam mais deprimidos do que felizes.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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