Felicidade melhora saúde e aumenta longevidade

Estudo publicado na revista “Applied Psychology: Health and Well-Being”

04 março 2011
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Os indivíduos felizes vivem mais e são mais saudáveis do que as pessoas infelizes, dá conta um estudo publicado no “Applied Psychology: Health and Well-Being”.

 

Para chegar a esta conclusão os investigadores da University of Illinois, nos EUA, analisaram mais de 160 estudos. “Revimos oito tipos de estudos diferentes”, revelou em comunicado de imprensa o líder do estudo Ed Diener, adiantando que a “conclusão geral de cada tipo de estudo foi que o bem-estar subjectivo - ou seja, sentimento positivo sobre vida, não estar stressado, nem deprimido - contribui para a longevidade e para uma melhor saúde nas populações saudáveis ".

 

Um dos estudos, que acompanhou cerca de 5.000 estudantes universitários ao longo de mais de 40 anos verificou que os jovens que eram mais pessimistas morriam mais cedo do que o seus companheiros mais optimistas.

 

Os investigadores verificaram que, apesar de haver algumas excepções, a maior parte dos estudos a longo prazo analisados demonstraram que a ansiedade, a depressão, a falta de prazer nas actividades diárias e o pessimismo estão todos associados com taxas mais elevadas de doença e com uma vida mais curta.

 

Estudos realizados em animais também demonstram uma forte associação entre stress e mais problemas de saúde. Foi verificado que animais que são submetidos a um maior stress são mais susceptíveis de desenvolverem doença cardíaca, apresentam um sistema imune mais debilitado e tendem a morrer mais jovens do que os que vivem em ambientes mais calmos.

 

Alguns estudos também constataram que o bom humor reduz os níveis de hormonas associadas com o stress, aumenta a função imunológica e promove uma rápida recuperação do coração após o esforço. Por outro lado, outros estudos demonstraram que os conflitos conjugais e a presença de elevados níveis de hostilidade entre os casais estavam associados a processos de cicatrização mais lentos e a uma resposta imune mais fraca.

 

"Fiquei chocado e surpreendido ao ver a consistência dos dados", afirmou Diener. "Todos estes diferentes tipos de estudos apontam para a mesma conclusão: a saúde e logo depois a longevidade são influenciadas pelos nossos estados de humor."

 

As actuais recomendações de saúde focam-se em: evitar a obesidade, adoptar uma alimentação saudável, não fumar e praticar exercício físico. Está na altura de acrescentar à lista “ser feliz e evitar irritação crónica e depressão”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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