Fecundação in vitro mais segura?

Estudo publicado no “Journal of Clinical Investigation”

23 julho 2014
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Investigadores do Reino Unido utilizaram com sucesso um método novo e potencialmente mais seguro para estimular a ovulação nas mulheres submetidas ao tratamento para fertilização in vitro (FIV), revela um estudo publicado no “Journal of Clinical Investigation”.
 

Habitualmente, a estimulação da ovulação é conseguida através da administração da hormona hCG. Contudo, este tratamento pode conduzir à síndrome da hiperestimulação ovárica que afeta de forma leve um terço das pacientes que estão a ser submetidas à estimulação causando sintomas como náuseas e vómitos. Menos de 10% das pacientes tem sintomas moderados a severos que podem conduzir à falha renal.
 

“A síndrome da hiperestimulação ovárica é um problema médico importante, podendo mesmo ser fatal, em casos severos. Assim, são necessários estimuladores naturais mais eficazes para a maturação dos óvulos durante o tratamento”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Waljit Dhillo.
 

A kisspeptina é uma hormona natural que estimula a libertação de outras hormonas reprodutivas no organismo. Contrariamente à hCG, que permanece durante longos períodos após a injeção, a kisspeptina é metabolizada mais rapidamente, o que significa que o risco de estimulação excessiva é menor.
 

Neste estudo, os investigadores do Imperial College London e do Imperial College Healthcare NHS Trust, no Reino Unido, administraram uma única injeção de kisspeptina para indução da ovulação, tendo-se verificado que 51 em 53 mulheres desenvolveram óvulos maduros. Foram transferidos um ou dois embriões fertilizados para o útero de 49 mulheres, tendo 12 delas ficado grávidas. Este é um bom resultado, comparativamente com o obtido com a terapia convencional para FIV.
 

“O nosso estudo demonstrou que kisspeptina pode ser utilizada como um estímulo fisiológico da maturação do óvulo no contexto da FIV. Foi com grande alegria que vimos nascer 12 bebés através da utilização deste método”, disse, Waljit Dhillo.
 

O investigador acrescentou que estão atualmente a planear mais estudos para testar o efeito desta hormona em mulheres mais propensas ao desenvolvimento da síndrome da hiperestimulação ovárica, com intuito de melhorar a segurança da terapia FIV.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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