Febre interrompe temporariamente sintomas de Autismo em crianças

Estudo apresentado na revista “Pediatrics”

06 dezembro 2007
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A febre pode interromper temporariamente sintomas de Autismo em crianças, afirmam investigadores na revista “Pediatrics”, sublinhando que a descoberta pode ajudar a esclarecer as raízes desta perturbação e até fornecer pistas para o tratamento.
 

 

Segundo os investigadores do Instituto Kennedy Krieger, de Baltimore, EUA, a febre restaura a comunicação nervosa nas regiões cerebrais associadas ao Autismo, permitindo que a criança interaja e sociabilize durante esse período. «Os resultados deste estudo são importantes sobretudo porque mostram que o cérebro autista é plástico e capaz de alterar ou formar novas conexões em resposta a experiências ou condições diferentes», explicam os autores.
 

 

O estudo envolveu 30 crianças e jovens autistas com idades entre os 2 e os 18 anos e permitiu verificar que mais de 80% das que tinham febre (pelo menos 38 graus Celsius) mostravam melhorias significativas no comportamento.
 

 

A equipa, liderada por Laura Curran, afirmou que o efeito da febre já tinha sido observado informalmente por pacientes e médicos. Lee Grossman, presidente da Sociedade de Autismo dos EUA, contou ter notado o fenómeno no seu próprio filho, que tem hoje 20 anos.
 

 

Mas segundo os autores do estudo ainda é preciso pesquisar mais para entender o efeito da febre e as suas implicações.
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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