Febre da carraça: identificado novo alvo terapêutico

Estudo da Universidade de Coimbra

03 setembro 2014
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Investigadores da Universidade de Coimbra (UC) identificaram uma nova enzima que poderá ser utilizada em estratégias terapêuticas contra a febre da carraça e do tifo epidémico.
 

De acordo com a nota divulgada pela UC e à qual a agência Lusa teve acesso, a equipa internacional responsável pelo projeto é liderada pela investigadora Isaura Simões, do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da UC e do Biocant.
 

A investigação, iniciada em 2010, envolveu a participação de cinco investigadores estrangeiros de três grupos de investigação distintos.
 

Segundo a UC, a bactéria responsável pela febre da carraça e pelo tifo epidémico, a Rickettsia, "transmite-se através de piolhos, carraças e pulgas e não possui atualmente nenhuma vacina protetora".
 

"A descoberta, publicada na revista científica internacional PLoS Pathogens, descreve uma nova enzima dessa bactéria, semelhante àquela presente no VIH-1, sendo também controlável por medicamentos utilizados no tratamento da SIDA", acrescenta.
 

Isaura Simões refere que os investigadores demonstraram "de forma inequívoca a presença de um tipo específico de enzima na bactéria Rickettsia".
 

"Ao explorar as suas potenciais funções biológicas, os nossos resultados apontam para a participação da enzima num mecanismo relevante para a virulência destes microrganismos, reforçando a importância desta nova enzima como potencial alvo para o desenvolvimento de novas terapêuticas contra infeções provocadas por Rickettsia", explica.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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