Fazer xixi na cama continua depois da infância

Estudo aponta tratamento para «salvar» adultos do mesmo problema

02 janeiro 2003
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Apesar dos pais nunca verem como normal, o facto de muitas crianças fazerem xixi na cama é, até certa idade, uma situação comum. Isto porque, ou ainda não sabem ir sozinhos à casa de banho, por exemplo, na escola, ou, por outro lado, ainda não conseguem esperar até que possam fazer o xixi na altura certa. Mas o que já não é normal é que muitos adolescentes e jovens adultos apresentem o mesmo problema.
 

 

Uma equipa de investigadores italianos informou que entre cinco a 10 por cento das crianças que fazem xixi na cama continuarão a molhar os lençóis quando adultos por razões desconhecidas. No estudo, os motivos para a enurese variaram entre adolescentes mais jovens e mais velhos e entre rapazes e raparigas.
 

 

Independentemente das razões, o problema pode ser grave para o adolescente e para a família, dado que pode afectar a auto-estima, os relacionamentos, o desempenho académico e a qualidade de vida, concluiu a equipa de S. Nappo, do Hospital Infantil «Bambino Gesu», em Roma.
 

 

O estudo incluiu 107 adolescentes e jovens jovens que urinavam na cama -- na faixa etária entre os 13 aos 23 anos. A maioria dos pacientes -- 82 por cento -- apresentava um histórico familiar do problema; 80 por cento fazia xixi na cama pelo menos três vezes por semana.
 

 

Quase 30 por cento das mulheres tinham histórico de infecção urinária, e cerca de 14 por cento apresentavam distúrbios alimentares. No entanto, segundo o artigo publicado no BJU International, nos homens, a enurese apareceu mais como sintoma isolado.
 

 

Entre os voluntários, 62 por cento receberam desmopressina para tratar o problema. E o medicamento reduziu o número de ocorrências para metade. A desmopressina é uma versão sintética de uma hormona que, normalmente, reduz a excreção urinária. A hormona vasopressina é produzida pela glândula pituitária, no cérebro. Alguns estudos demonstraram que as pessoas com esse problema crónico podem não apresentar o aumento na taxa da hormona durante a noite, o que ocorre na maioria das pessoas.
 

 

Muitos pacientes, cerca de 20 por cento, nunca falaram ao médico sobre o problema e 40 por cento jamais fizeram qualquer tratamento.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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