Fazer nascer clones humanos seria uma «loucura», alerta estudo

Experiências em ratinhos mostram graves mutações genéticas

15 setembro 2002
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Os ratinhos clonados têm centenas de genes anormais, o que explica por que tantos animais clonados morrem durante o parto, ou antes, e prova que seria irresponsável clonar seres humanos - alerta uma equipa de cientistas na última edição da revista norte-americana "Proceedings of the National Academy of Sciences".
 

 

O processo de clonagem introduz mutações genéticas e parece não haver, por enquanto, maneira de contornar o problema, relata a equipa de Rudolf Jaenisch, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, em Cambridge, EUA. "Penso que isto confirma as suspeitas que sempre tive, tal como muitos outros investigadores, de que a clonagem é um método muito pouco eficaz até a esta altura", disse Rudolf Jaenisch. "É muito irresponsável pensar que este método poderá ser usado para a clonagem reprodutiva de seres humanos."
 

 

Mesmo antes de a ovelha "Dolly" se ter tornado no primeiro mamífero clonado a partir de uma célula adulta, em 1997, os cientistas sabiam que a clonagem seria difícil. O método de clonagem mais comum chama-se "transferência nuclear": consiste em retirar o núcleo de um ovócito e em substituí-lo com o núcleo de uma célula adulta do animal a clonar, procurando depois fazer com que comece a dividir-se como se tivesse sido fecundada por um espermatozóide.
 

 

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