Fatores metabólicos associados ao risco de cancro do fígado

Estudo publicado na revista “Cancer Research”

19 outubro 2016
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Índice de massa corporal (IMC) elevado, perímetro abdominal aumentado e diabetes tipo 2 estão associados a um maior risco de cancro do fígado, defende um estudo publicado na revista “Cancer Research”.
 

Desde a década de 70 do século passado que as taxas de cancro do fígado têm triplicado nos EUA e o prognóstico para os pacientes diagnosticados com este tipo de cancro não é muito favorável.
 

Uma vez que a obesidade tem aumentado nos EUA, assim como em muitos países desenvolvidos, os investigadores da Sociedade Americana do Cancro, nos EUA, decidiram averiguar como a obesidade, medida através IMC e do perímetro abdominal, e a diabetes tipo 2, uma doença associada à obesidade, estavam associados ao risco de cancro do fígado.
 

No total, o estudo contou com a participação de 1,5 milhões de adultos que preencheram um questionário com dados relativos à altura, peso, consumo de álcool, hábitos tabágicos e outros fatores potencialmente associados ao risco de cancro do fígado. Nenhum dos indivíduos tinha cancro no início do estudo.
 

A diabetes tipo 2 foi diagnosticada em 6,5% dos participantes, tendo, ao longo do tempo, 2.162 indivíduos desenvolvido cancro do fígado.  
 

Os investigadores compararam as taxas de cancro do fígado entre os pacientes com e sem obesidade e diabetes para determinar o risco relativo deste tipo de cancro. O aumento do risco foi de 8% por cada 5 cm de aumento do perímetro abdominal. Após terem tido em conta fatores como o consumo de álcool, tabagismo, raça e IMC, os cientistas verificaram que os pacientes com diabetes tipo 2 eram 2,61 vezes mais propensos a serem diagnosticados com cancro e que este risco aumentava com o aumento do IMC.
 

Peter Campbell, um dos autores do estudo, referiu que cada um dos três fatores estava associado, de uma forma robusta, ao risco de cancro do fígado, todos eles associados à disfunção metabólica.
 

De acordo com o investigador, esta é mais uma razão para manter o peso corporal dentro de um valor normal para a altura. Estes achados são consistentes com alguns dados que indicam que a obesidade e a diabetes podem ter um papel importante no cancro do fígado nas últimas décadas.
 

“O cancro do fígado não está apenas associado ao consumo excessivo de álcool e à infeção do vírus da hepatite”, concluiu, em comunicado de imprensa, o investigador.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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