Fatores ambientais podem ter peso semelhante a fatores genéticos no risco de autismo

Estudo publicado no “JAMA”

07 maio 2014
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Os fatores ambientais terão uma importância semelhante aos fatores genéticos na determinação do risco de autismo, revela um estudo publicado no Journal of the American Medical Association. 
 
O autismo é uma doença que afeta cerca de uma em cada 100 crianças e consiste num problema de desenvolvimento neurológico que é definido pela incapacidade de comunicação e interação social e pela presença de comportamentos repetitivos e restritivos. Apesar de se desconhecerem as causas exatas desta doença, existem evidências que apontam para fatores genéticos e ambientais.
 
O estudo, levado a cabo pelo King’s College London (Reino Unido), o Karolinska Institutet (Suécia) e o Mount Sinai (EUA), teve por base a análise de dados anónimos de mais de dois milhões de indivíduos nascidos na Suécia entre 1982 e 2006, 14.516 dos quais diagnosticados com autismo. 
 
Os resultados revelaram que a hereditariedade corresponderia a 50% do risco de autismo, sendo os restantes 50% relativos a fatores ambientais, ou seja, fatores não hereditários.
 
Avi Reichenburg, um dos autores do estudo e investigador do Mount Sinai Seaver Center for Autism Research, afirmou: “Ficámos surpreendidos com os resultados, uma vez que não esperávamos que a importância dos fatores ambientais fosse tão grande.” A maioria dos estudos até ao momento apontava que o risco de autismo dependesse em 80-90% de fatores genéticos. Contudo, este investigador alerta para a necessidade de realizar mais estudos, de forma a identificar os fatores ambientais em concreto que têm influência no risco de autismo.
 
Noutro âmbito do estudo, os investigadores analisaram ainda o risco individual. Embora não detetassem qualquer diferença em relação a risco entre géneros, descobriram que quanto maior era o grau de proximidade do familiar com autismo, maior era o risco de autismo. “O nosso estudo demonstra que, a um nível individual, o risco de autismo aumenta de acordo com a proximidade genética em relação a outros familiares com autismo”, afirmou Reichenburg. 
 
Com este estudo, os investigadores consideram que conseguirão prestar informação mais rigorosa acerca do risco de autismo, de forma a orientar tanto pais como profissionais de saúde.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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